5 Cidades Históricas do Japão Para Visitar nos Finais de Semana

Guia completo das cinco principais cidades históricas do Japão: Kyoto, Nara, Kanazawa, Takayama e Kamakura. Inclui contexto histórico, como chegar de trem, quanto tempo dedicar a cada cidade, melhor época para visitar e dicas práticas para residentes no Japão.

DAIKOKU

junho 11, 2026
Rua tradicional japonesa do período Edo com casas de madeira escura, lanternas e turistas caminhando

As principais cidades históricas do Japão para visitar são Kyoto, Nara, Kanazawa, Takayama e Kamakura. Essas cinco cidades reúnem o patrimônio arquitetônico e cultural mais preservado do país, com templos originais, bairros tradicionais intactos, castelos autênticos e distritos de gueixas funcionando até hoje. Todas ficam a poucas horas de trem das grandes metrópoles e podem ser visitadas em passeios de um ou dois dias, ideais para quem mora no Japão e quer conhecer a história do país nos finais de semana ou feriados prolongados.

Resumo rápido

  • Kyoto preserva mais de 2.000 templos e santuários, 17 deles patrimônio da UNESCO, representando a capital imperial do período Heian ao século XIX
  • Nara foi a primeira capital permanente do Japão (710-784) e mantém estruturas originais desse período, incluindo o maior Buda de bronze do país
  • Kanazawa sobreviveu intacta à Segunda Guerra Mundial e conserva o segundo maior jardim japonês do país, bairros de samurais e distrito de gueixas ativo
  • Takayama mantém ruas do período Edo (1603-1868) preservadas, com casas de comerciantes e sake breweries tradicionais funcionando há séculos
  • Kamakura foi capital do shogunato entre 1185 e 1333 e reúne templos zen históricos, o Grande Buda de bronze e trilhas entre santuários nas montanhas
  • Todas podem ser acessadas com o JR Pass ou passes regionais, com viagens entre 45 minutos e 4 horas a partir de Tóquio, Osaka ou Nagoya

Por que essas cinco cidades são consideradas históricas

No contexto japonês, uma cidade histórica não é apenas antiga, mas preserva estruturas originais, bairros tradicionais intactos ou representou um papel político e cultural decisivo na formação do país. Muitas cidades japonesas foram reconstruídas após a Segunda Guerra Mundial, e mesmo templos e castelos famosos são frequentemente réplicas em concreto. As cinco cidades deste roteiro se destacam porque mantêm patrimônio autêntico: estruturas de madeira originais, traçados urbanos históricos preservados e continuidade cultural visível no dia a dia.

Kyoto foi poupada dos bombardeios e manteve seu tecido urbano intacto. Nara preserva construções do século VIII. Kanazawa nunca foi atacada e chegou aos dias atuais com bairros samurais e de gueixas funcionando. Takayama, isolada nas montanhas, manteve sua arquitetura Edo protegida da urbanização. Kamakura combina relevância histórica como antiga capital com templos zen originais cercados por natureza preservada.

Kyoto: a antiga capital imperial e centro cultural do Japão

Kyoto foi capital do Japão por mais de mil anos, de 794 até 1868, quando a corte imperial se transferiu para Tóquio. A cidade concentra 17 monumentos designados Patrimônio Mundial pela UNESCO e mais de 2.000 templos e santuários. O que faz Kyoto especial não é apenas a quantidade, mas a preservação: muitas estruturas são originais, incluindo o Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado reconstruído após incêndio, mas seguindo o design de 1397), o Fushimi Inari com seus 10.000 portões torii, e o distrito de Gion, onde gueixas e maikos ainda trabalham.

O melhor de Kyoto está nos bairros tradicionais. Higashiyama preserva ruas de pedra, casas de chá e lojas de artesanato em edifícios de madeira centenários. Arashiyama oferece a floresta de bambu, templos zen e o rio Hozu. O bairro de Gion mantém machiya (casas tradicionais) transformadas em restaurantes e ochaya (casas de chá onde gueixas se apresentam). Para quem mora no Japão, vale explorar templos menos turísticos como Tofuku-ji, conhecido pelas cores de outono, ou Kurama e Kibune, vilarejos de montanha acessíveis por trem local.

Kyoto fica a 2h15 de Tóquio pelo Tokaido Shinkansen (Nozomi ou Hikari) e 15 minutos de Osaka pela linha JR Tokaido. O JR Pass cobre todas as linhas JR na cidade, mas não os trens municipais e ônibus. Para um dia inteiro, priorize uma área (Higashiyama, Arashiyama ou norte da cidade). Para dois dias, combine duas regiões e reserve tempo para caminhar pelos bairros tradicionais ao entardecer, quando os turistas de bate-volta já foram embora.

Melhor época para visitar Kyoto

A primavera (final de março a início de abril) traz as cerejeiras em flor, mas também multidões enormes. O outono (novembro) oferece as cores das folhas de momiji (bordo japonês) e clima agradável, mas hotéis ficam caros e lotados. Para residentes, as melhores épocas são maio e junho (após a Golden Week e antes do verão úmido) e setembro (após o calor extremo e antes da alta temporada de outono). O inverno (dezembro a fevereiro) é frio, mas a cidade fica mais tranquila e templos com jardins zen ganham atmosfera especial com neve.

Nara: a primeira capital permanente e o Buda gigante

Nara foi a primeira capital fixa do Japão, estabelecida em 710, antes de Kyoto. A cidade preserva estruturas originais desse período, algo raro no país. O Todai-ji, construído em 752, abriga a maior estátua de Buda em bronze do Japão (15 metros de altura) e é a maior construção de madeira do mundo, mesmo após reconstruções parciais. O parque de Nara reúne templos, santuários e mais de 1.200 cervos sika, considerados mensageiros divinos e acostumados a interagir com visitantes.

Além do Todai-ji, Nara oferece o Kasuga Taisha, santuário com milhares de lanternas de pedra e bronze, e o Kofuku-ji, templo com pagode de cinco andares e museu de esculturas budistas. O bairro Naramachi preserva casas de comerciantes do período Edo transformadas em cafés, lojas de artesanato e pequenos museus. Para fugir das multidões, suba até o Nigatsu-do, um salão secundário do Todai-ji que oferece vista sobre a cidade e costuma estar vazio.

Nara fica a 45 minutos de Kyoto e 50 minutos de Osaka pela linha JR Nara (coberta pelo JR Pass). A estação JR Nara fica a 20 minutos a pé do parque, ou você pode pegar ônibus local. Um dia é suficiente para ver os principais templos, o parque e caminhar pelo Naramachi. Chegue cedo para evitar grupos de turistas que costumam chegar depois das 10h. Evite alimentar os cervos com qualquer coisa além dos biscoitos vendidos no parque (shika-senbei), pois alimentos inadequados prejudicam a saúde deles.

Kanazawa: bairros samurais e gueixas preservados

Kanazawa foi sede do clã Maeda durante o período Edo, uma das famílias mais ricas do Japão feudal. A cidade nunca foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial e chegou aos dias atuais com seu traçado histórico intacto. O Kenrokuen, considerado um dos três maiores jardins japoneses, foi criado ao longo de dois séculos pela família Maeda. O bairro Nagamachi preserva residências de samurais com muros de terra, portões de madeira e canais. O distrito Higashi Chaya mantém casas de chá tradicionais (chaya) onde gueixas ainda se apresentam, com fachadas de madeira e telas de bambu características do século XIX.

O Castelo de Kanazawa foi recentemente reconstruído, mas o parque ao redor e os portões originais valem a visita. O Museu de Arte Contemporânea do Século XXI oferece contraste interessante com a cidade histórica e entrada gratuita em parte das exposições. O Mercado Omicho funciona há quase 300 anos e é o lugar certo para experimentar frutos do mar frescos do Mar do Japão, especialmente o caranguejo de inverno e o camarão doce.

Kanazawa fica a 2h30 de Tóquio pelo Hokuriku Shinkansen e 2h30 de Osaka/Kyoto pela linha limitada express Thunderbird (ambas cobertas pelo JR Pass). A cidade ganhou conexão com Shinkansen em 2015, facilitando muito o acesso. Um dia inteiro permite ver o jardim Kenrokuen, o castelo, um dos bairros históricos e o mercado. Dois dias permitem explorar os dois distritos preservados, museus e fazer um passeio até a península de Noto ou as vilas de Shirakawa-go (Patrimônio UNESCO), a 1h15 de ônibus.

Melhor época para visitar Kanazawa

O inverno (dezembro a fevereiro) traz neve pesada e o Kenrokuen ganha estruturas de proteção para os pinheiros (yukitsuri), criando paisagem única, mas o clima é rigoroso. A primavera (abril) oferece cerejeiras no parque do castelo. O outono (novembro) traz cores intensas no jardim. Para evitar multidões e aproveitar clima agradável, maio, junho e setembro são ideais. Evite a Golden Week (final de abril/início de maio) e o Obon (meados de agosto), quando os japoneses viajam em massa.

Takayama: ruas do período Edo nas montanhas

Takayama fica nas montanhas dos Alpes Japoneses, na província de Gifu. A cidade preserva um bairro inteiro do período Edo, com casas de comerciantes, sake breweries centenárias e lojas de artesanato funcionando em edifícios originais de madeira escura. O distrito Sanmachi Suji mantém o traçado de ruas, canais e arquitetura autênticos. Várias casas estão abertas à visitação, mostrando a vida de mercadores ricos da época. Sake breweries locais oferecem degustação gratuita e explicam processos tradicionais de fermentação.

Takayama também é conhecida pelo festival bianual (primavera e outono), considerado um dos três mais bonitos do Japão, com carros alegóricos (yatai) decorados que datam do século XVII. O Mercado da Manhã (Miyagawa Morning Market) acontece diariamente ao longo do rio e vende produtos locais, vegetais em conserva e artesanato. A cidade serve de base para visitar Shirakawa-go, vila com casas de telhado de palha em formato triangular (gassho-zukuri), Patrimônio Mundial da UNESCO, a 50 minutos de ônibus.

Takayama fica a cerca de 4h30 de Tóquio (Shinkansen até Nagoya, depois limitado express Hida, ambos cobertos pelo JR Pass) e 4h de Osaka/Kyoto pela mesma rota. A viagem é longa, mas a linha Hida atravessa paisagens montanhosas espetaculares. Vale dedicar ao menos uma noite na cidade para aproveitar a atmosfera ao entardecer, quando os turistas de bate-volta vão embora, e experimentar a culinária local (Hida beef, vegetais de montanha, sake artesanal). Um dia permite explorar o centro histórico e o mercado. Dois dias permitem incluir Shirakawa-go ou trilhas nas montanhas ao redor.

Kamakura: a antiga capital dos samurais e templos zen

Kamakura foi sede do primeiro shogunato (governo militar) do Japão, estabelecido por Minamoto no Yoritomo em 1185. Durante 150 anos, a cidade foi o centro político do país, enquanto Kyoto mantinha a corte imperial. Kamakura desenvolveu o zen budismo e abriga alguns dos templos zen mais importantes da história japonesa. O Kotoku-in preserva o Daibutsu (Grande Buda), estátua de bronze de 13 metros fundida em 1252, que originalmente ficava dentro de um salão destruído por tsunami no século XV. Hoje a estátua fica ao ar livre, criando imagem icônica.

A cidade oferece mais de 60 templos, muitos conectados por trilhas entre as montanhas. O Hasedera tem vista para o mar e jardins com hortênsias (melhor em junho). O Tsurugaoka Hachimangu é o santuário principal, dedicado ao deus da guerra, e foi centro religioso do shogunato. O Engaku-ji e o Kencho-ji são templos zen históricos com jardins de pedra e construções de madeira centenárias. Para quem gosta de caminhada, a trilha Daibutsu Hiking Trail conecta vários templos através da floresta em cerca de 3 horas.

Kamakura fica a apenas 1 hora de Tóquio pela linha JR Yokosuka (coberta pelo JR Pass). A cidade é pequena e pode ser explorada em um dia, mas fica lotada nos finais de semana. Para residentes em Tóquio, é o passeio histórico mais fácil e rápido. Combine templos, praia (Yuigahama ou Shichirigahama) e a rua comercial Komachi-dori. Chegue cedo, alugue bicicleta na estação e evite dias de feriado. No verão, a praia atrai multidões; na primavera e outono, as trilhas ficam mais agradáveis.

Melhor época para visitar Kamakura

A primavera (março e abril) traz cerejeiras nos templos e clima ameno. Junho oferece hortênsias no Hasedera e Meigetsu-in, mas também a estação chuvosa. O verão (julho e agosto) lota a praia e os templos ficam quentes e úmidos. O outono (outubro e novembro) combina cores de momiji com temperatura agradável. O inverno (dezembro a fevereiro) é tranquilo, frio e seco, ideal para quem quer evitar turistas. Evite finais de semana prolongados e feriados se possível.

Como planejar deslocamentos entre cidades históricas

Todas as cinco cidades ficam conectadas por linhas JR, cobertas pelo JR Pass nacional. Se você mora no Japão e faz viagens frequentes, o passe pode não compensar financeiramente. Nesse caso, considere passes regionais: o JR Kansai Pass cobre Kyoto, Nara e parte da rota até Kanazawa. O JR Hokuriku Arch Pass cobre Tóquio, Kanazawa e Kyoto. Para viagens curtas ou finais de semana, às vezes comprar passagens avulsas sai mais barato que qualquer passe.

Um roteiro eficiente para um final de semana prolongado (três dias) a partir de Tóquio: dia 1 Kamakura (1h de trem, voltar no mesmo dia), dia 2 Kyoto (2h15 de Shinkansen, pernoitar), dia 3 Nara pela manhã (45 min de Kyoto) e retorno. A partir de Osaka ou Kyoto: dia 1 Nara (45-50 min, bate-volta), dia 2 e 3 Kanazawa (2h30, pernoitar) com opção de incluir Shirakawa-go. Para incluir Takayama, é necessário ao menos quatro dias, pois a viagem é mais longa e a cidade pede pernoite.

Nos Shinkansen (Nozomi, Hikari, Kodama), o JR Pass não cobre o Nozomi, o trem mais rápido, mas o Hikari faz praticamente a mesma rota com paradas extras, acrescentando apenas 15-30 minutos. Nas linhas limitadas express (como a Hida até Takayama), reserve assento com antecedência em períodos de alta temporada através do aplicativo JR East ou JR West, ou nos balcões Midori no Madoguchi das estações. Viagens de Shinkansen costumam ter melhor disponibilidade de última hora.

Se você está planejando morar no Japão e quer aproveitar finais de semana para conhecer essas cidades históricas, ter uma posição de trabalho estável facilita todo o planejamento. A DAIKOKU conecta descendentes de japoneses até a quarta geração e cônjuges a oportunidades de trabalho formal no Japão, com suporte durante todo o processo, do cadastro à chegada. Confira as vagas disponíveis e comece a planejar sua mudança. ver as vagas disponíveis.

Erros comuns ao visitar cidades históricas no Japão

Muita gente tenta conhecer Kyoto em um único dia de bate-volta, percorre meia dúzia de templos correndo e volta sem ter visto nada com calma. Kyoto precisa de ao menos dois dias para captar a atmosfera. Outro erro frequente é ir direto para os pontos mais famosos no horário de pico turístico (entre 10h e 15h). Chegar cedo, começar pelos templos menos conhecidos e deixar os famosos para o final da tarde melhora muito a experiência.

Muitos visitantes não levam em conta que templos históricos costumam ter escadas, terrenos irregulares, piso de pedra e madeira escorregadia. Sapatos confortáveis e adequados fazem diferença. Também é comum subestimar o calor e a umidade do verão japonês ou o frio úmido do inverno. Levar garrafa de água, protetor solar e casaco adequado à estação evita desconforto.

Outro equívoco é achar que todas as estruturas históricas são originais. Muitos templos e castelos famosos foram reconstruídos em concreto após guerras, terremotos ou incêndios. Informar-se antes sobre o que é autêntico e o que é réplica ajuda a gerenciar expectativas e valorizar o que realmente é antigo. Por exemplo, o Castelo de Osaka é uma reconstrução moderna em concreto, enquanto o Castelo de Himeji (não incluído neste roteiro, mas próximo a Kyoto) é original e Patrimônio UNESCO.

Dicas práticas para brasileiros morando no Japão

Se você mora no Japão e tem Residence Card, pode comprar o JR Pass em versões específicas para residentes (geralmente chamadas de Japan Rail Pass para residentes ou versões regionais). Confirme as condições atuais, pois as regras podem mudar. Mesmo sem passe, os descontos acumulados de cartões IC (Suica, Pasmo, Icoca) ajudam, especialmente em viagens curtas. Além disso, algumas cidades oferecem passes de um dia para transporte local que cobrem ônibus e trens municipais, compensando em Kyoto, onde as atrações ficam espalhadas.

Feriados prolongados japoneses (Golden Week, Obon, ano novo) são horários de pico doméstico. Os japoneses viajam em massa, hotéis e trens ficam lotados e caros. Se você tem flexibilidade, viaje em dias de semana fora dessas janelas. Muitos templos e atrações abrem cedo (7h ou 8h) e fecham ao entardecer (17h ou 18h). Chegar logo na abertura garante experiência mais tranquila e fotos sem multidões.

Para quem tem filhos pequenos, Nara e Kamakura são mais fáceis de explorar, com parques, espaços abertos e menos escadas que Kyoto. Takayama e Kanazawa oferecem ritmo mais tranquilo e cidades compactas, caminháveis sem pressa. Kyoto exige mais planejamento logístico, mas compensa para crianças maiores interessadas em cultura. Carregar lanche, água e ter sempre um plano B (café ou parque próximo) facilita passeios com família.

Experiências autênticas além dos roteiros turísticos

Em Kyoto, em vez de apenas visitar o Fushimi Inari lotado, explore o trecho superior da trilha, que sobe a montanha e fica quase deserto. Ou visite o Tofuku-ji no outono, menos famoso mas igualmente impressionante. Em Nara, caminhe até o Monte Wakakusa para vista sobre a cidade e o parque, ou visite o Shin-Yakushi-ji, templo pequeno com esculturas originais do século VIII e quase nenhum turista.

Em Kanazawa, experimente um almoço em restaurante local no Mercado Omicho em vez de procurar redes conhecidas. Visite o Myoryuji (Ninja-dera), templo com arquitetura defensiva cheia de passagens secretas e armadilhas (reserva obrigatória). Em Takayama, experimente participar de uma degustação de sake com explicação em inglês nas breweries locais, oferecida gratuitamente. Em Kamakura, alugue bicicleta e pedale até os templos mais distantes, parando em cafés escondidos pelo caminho.

Considere hospedar-se em ryokan tradicional, especialmente em Takayama e Kanazawa, onde há opções com onsen (fontes termais), refeições kaiseki (multi-pratos tradicionais) e quartos com tatami. Algumas cidades oferecem shukubo, hospedagem em templos budistas, com experiência de meditação e refeições vegetarianas servidas pelos monges. É diferente de hotel, mais simples, mas culturalmente rico.

Custos estimados para visitar cada cidade

Os custos variam conforme estilo de viagem, mas é possível estimar valores médios. Transporte: Tóquio-Kyoto de Shinkansen custa cerca de 13.500 ienes ida e volta sem passe. Kyoto-Nara cerca de 1.400 ienes ida e volta. Tóquio-Kamakura cerca de 2.000 ienes ida e volta. Hospedagem: hostel ou hotel econômico entre 3.000 e 5.000 ienes por noite/pessoa. Ryokan tradicional com refeições entre 10.000 e 20.000 ienes por noite.

Entradas: a maioria dos templos cobra entre 300 e 600 ienes. Alguns, como o Kinkaku-ji e o Todai-ji, cobram 500-600 ienes. Jardins como o Kenrokuen custam cerca de 320 ienes. Castelos reconstituídos costumam cobrar 400-500 ienes. Alimentação: refeição em restaurante casual entre 800 e 1.500 ienes. Restaurante melhor estruturado entre 2.000 e 4.000 ienes. Street food e bentô de conveniência entre 500 e 800 ienes.

Para um final de semana (dois dias, uma noite) visitando Kyoto e Nara a partir de Tóquio, sem JR Pass: transporte cerca de 15.000 ienes, hospedagem 4.000 ienes, alimentação 4.000 ienes, entradas 2.000 ienes, total aproximado 25.000 ienes por pessoa. Com JR Pass de 7 dias (cerca de 50.000 ienes, preço que costuma variar), compensa se você fizer ao menos duas viagens longas de Shinkansen na mesma semana.

Como aproveitar cada cidade em diferentes ritmos

Se você tem apenas meio dia em Kyoto, concentre-se em uma área: Higashiyama para templos e ruas tradicionais, ou Arashiyama para floresta de bambu e paisagem natural. Com um dia inteiro, combine duas áreas e inclua Fushimi Inari ao entardecer. Com dois dias, adicione o norte (Kinkaku-ji, Ryoan-ji) e reserve tempo para caminhar pelos bairros históricos sem pressa.

Nara pode ser vista em meio dia (Todai-ji, parque, Kasuga Taisha), mas um dia inteiro permite incluir Naramachi, subir até templos secundários com menos turistas e almoçar com calma. Kamakura também funciona bem em meio dia (Daibutsu, Hasedera, Tsurugaoka Hachimangu) ou dia inteiro com trilha e praia. Takayama pede ao menos uma noite para captar a atmosfera e explorar com calma, idealmente dois dias se incluir Shirakawa-go. Kanazawa funciona em um dia cheio (jardim, castelo, um bairro histórico, mercado), mas dois dias permitem ritmo tranquilo e visita a museus.

Para quem mora no Japão e pode voltar outras vezes, vale dividir as visitas por estação, capturando diferentes aspectos da mesma cidade. Kyoto na primavera, no outono e no inverno oferece experiências visuais completamente distintas. Nara com neve, Kamakura com hortênsias e Kanazawa com yukitsuri revelam camadas que uma única visita não alcança.

Conclusão prática

As cinco cidades históricas deste roteiro oferecem o que há de mais autêntico na preservação cultural e arquitetônica do Japão. Cada uma representa um período ou aspecto da história japonesa: Kyoto como capital imperial e centro cultural, Nara como berço do budismo japonês, Kanazawa como cidade samurai intacta, Takayama como retrato da vida mercantil no período Edo e Kamakura como sede do primeiro shogunato. Todas ficam acessíveis por trem, podem ser visitadas em passeios de um ou dois dias e oferecem experiências que vão muito além de fotos de templos. O segredo está em planejar com antecedência, chegar cedo, explorar além dos pontos turísticos principais e voltar outras vezes em estações diferentes.

Perguntas frequentes

Qual é a cidade mais histórica do Japão?

Kyoto é considerada a cidade mais histórica do Japão por ter sido capital imperial por mais de mil anos e preservar mais de 2.000 templos e santuários, 17 deles Patrimônio Mundial da UNESCO. Nara também tem grande relevância por ter sido a primeira capital permanente do país e manter estruturas originais do século VIII.

Quantos dias são necessários para visitar as principais cidades históricas do Japão?

Depende do roteiro. Kyoto pede ao menos dois dias. Nara e Kamakura podem ser vistas em um dia cada. Takayama e Kanazawa funcionam melhor com pernoite, idealmente dois dias cada se incluir atrações próximas como Shirakawa-go. Um roteiro completo pelas cinco cidades exige entre 7 e 10 dias.

O JR Pass vale a pena para visitar cidades históricas no Japão?

Para turistas fazendo várias viagens longas de Shinkansen em uma ou duas semanas, o JR Pass costuma compensar. Para residentes no Japão que fazem viagens curtas ou pontuais, pode não valer a pena financeiramente. Nesse caso, considere passes regionais ou passagens avulsas, que às vezes saem mais baratas.

Qual a melhor época para visitar cidades históricas no Japão?

Primavera (março e abril) e outono (outubro e novembro) oferecem clima agradável e paisagens bonitas, mas são alta temporada com multidões e preços elevados. Maio, junho e setembro costumam ter menos turistas e clima aceitável. Inverno (dezembro a fevereiro) é tranquilo e oferece experiências únicas com neve, mas é frio. Evite Golden Week, Obon e ano novo se quiser fugir de multidões.

É possível visitar Nara e Kyoto no mesmo dia?

Sim, tecnicamente é possível, pois Nara fica a 45 minutos de Kyoto de trem. Mas não é recomendado para aproveitar bem. O ideal é dedicar ao menos um dia inteiro para Kyoto e meio dia ou um dia para Nara. Se o tempo for curto, visite Nara pela manhã, almoce lá e siga para Kyoto no final da tarde, pernoitando em Kyoto.

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