Cidades do Japão com mais brasileiros para trabalhar: comparativo prático entre as principais regiões

Este artigo compara as quatro principais regiões do Japão com maior concentração de brasileiros trabalhando em fábricas: Aichi, Shizuoka, Gunma e Mie. Você vai aprender sobre o perfil industrial, custo de vida, infraestrutura de apoio, clima e qual região é mais indicada para o seu perfil, seja sozinho, casal ou família.

DAIKOKU

setembro 8, 2026
Trabalhador brasileiro descendente de japoneses caminhando em cidade industrial no Japão com fábricas ao fundo

As cidades do Japão com mais brasileiros para trabalhar concentram-se em quatro regiões principais: Aichi, Shizuoka, Gunma e Mie. Essas províncias reúnem os maiores polos industriais do país e a infraestrutura mais consolidada para receber trabalhadores descendentes. A escolha da região depende do perfil de vaga disponível, do custo de vida local, da presença de comunidade brasileira e da situação familiar de quem embarca.

Resumo rápido

  • Aichi (Nagoia, Toyohashi, Toyota) é o maior polo industrial automotivo, com custo de vida moderado e alta concentração de brasileiros
  • Shizuoka (Hamamatsu, Iwata, Fujieda) oferece clima ameno, escolas brasileiras reconhecidas pelo MEC e forte comunidade dekassegui
  • Gunma (Oizumi, Ota, Isesaki) tem custo de vida mais baixo, mas invernos rigorosos e maior dependência de carro
  • Mie (Suzuka, Yokkaichi, Tsu) é um destino menos saturado, com oportunidades em indústrias químicas e automotivas
  • A vaga disponível costuma definir a região de destino; o trabalhador escolhe dentro do que as empresas oferecem no momento

Como funciona a distribuição de brasileiros no Japão

A presença brasileira no Japão não é uniforme. A maior parte dos descendentes que trabalham no país vive em províncias onde a indústria manufatureira é forte e onde as empreiteiras (haken) mantêm contratos de longo prazo com grandes empresas. Essas regiões construíram, ao longo de décadas, uma infraestrutura de apoio que inclui mercados brasileiros, igrejas, escolas, associações e até atendimento municipal em português.

Diferente do que acontece em cidades grandes como Tóquio ou Osaka, onde a presença brasileira é pulverizada e voltada a serviços ou turismo, os polos industriais concentram trabalhadores em fábricas de montadoras, autopeças, alimentos, logística e eletrônicos. Esses setores são acessíveis a quem não domina japonês e oferecem jornadas estáveis, hora extra frequente e possibilidade de progressão.

A escolha da cidade raramente é livre. Na maioria dos casos, o trabalhador embarca para a região onde a vaga está disponível no momento da contratação. Por isso, entender as características de cada polo ajuda a avaliar a proposta com clareza e saber o que esperar ao chegar.

Aichi: o maior polo industrial do Japão

A província de Aichi, com capital em Nagoia, é o coração da indústria automotiva japonesa. Toyota, Mitsubishi Motors e dezenas de fornecedoras de autopeças mantêm fábricas espalhadas por cidades como Toyota, Toyohashi, Anjo, Okazaki e Kariya. A região responde pela maior concentração de brasileiros trabalhando em manufatura no país.

O perfil de vagas em Aichi é dominado por montagem, prensagem, soldagem, pintura e inspeção de qualidade. Os turnos são bem definidos, com escalas de dia, tarde ou noite, e a maioria das fábricas oferece hora extra regular. O salário-hora varia conforme a contratante e a função, mas a região costuma estar na faixa intermediária de remuneração, equilibrada pelo volume de horas extras disponíveis.

Nagoia é a maior cidade da região e oferece infraestrutura urbana completa: transporte público eficiente, hospitais, escolas, comércio e lazer. Para quem vai com família, no entanto, morar na capital pode pesar no orçamento. Cidades menores ao redor, como Toyohashi e Okazaki, têm custo de vida mais acessível e ainda assim contam com comunidade brasileira presente, mercados étnicos e associações.

Aichi é indicada para quem busca estabilidade de longo prazo, quer trabalhar no setor automotivo e prefere regiões com infraestrutura consolidada. O clima é temperado, com verões quentes e invernos amenos. A barreira do idioma no dia a dia da fábrica é menor, porque muitas linhas de produção têm manuais e supervisores que falam português básico.

Shizuoka: comunidade brasileira, escolas e clima ameno

A província de Shizuoka é sinônimo de Hamamatsu quando se fala de dekassegui. A cidade abriga uma das maiores e mais antigas comunidades brasileiras do Japão, com dezenas de mercados, restaurantes, igrejas evangélicas e católicas, escolas brasileiras e até eventos culturais como festivais e campeonatos de futebol.

Além de Hamamatsu, outras cidades da província também concentram brasileiros: Iwata, Fujieda, Shimada, Kikugawa e Kakegawa. O setor industrial é diversificado, com presença forte de montadoras (Suzuki, Yamaha), fabricantes de instrumentos musicais, alimentos e autopeças. As vagas costumam ser para montagem, embalagem, logística e controle de qualidade.

O diferencial de Shizuoka para famílias está nas escolas brasileiras com currículo reconhecido pelo MEC. Essas instituições permitem que os filhos cursem anos letivos no Japão sem perder a continuidade escolar ao voltar ao Brasil. Quem embarca com filhos em idade escolar encontra nessa região a estrutura mais completa para conciliar trabalho e educação. A DAIKOKU indica as escolas e conecta os pais com a instituição ainda no Brasil, facilitando matrícula e adaptação.

O custo de vida em Hamamatsu é moderado, mas menor que em Nagoia ou Tóquio. O aluguel de um apartamento 1LDK (um quarto, sala e cozinha integrada) varia conforme o bairro e a proximidade do centro, mas a oferta de moradia via empreiteira é farta. O clima é um dos mais agradáveis do Japão, com invernos suaves e verões sem extremos.

Shizuoka é a escolha natural para quem vai com família, valoriza a presença de comunidade brasileira no dia a dia e quer viver em uma região onde o idioma português facilita desde as compras até o acesso a serviços.

Gunma: custo de vida acessível e comunidade concentrada

A província de Gunma, no centro-leste do Japão, tem cidades pequenas com alta concentração proporcional de brasileiros. Oizumi é a mais conhecida: cerca de 15% da população é estrangeira, e a maior parte vem do Brasil. Outras cidades da província com presença brasileira significativa incluem Ota, Isesaki, Tatebayashi e Fujioka.

O perfil industrial de Gunma é dominado por montadoras como Subaru (em Ota) e fabricantes de autopeças, além de setores como alimentício e logística. As vagas costumam ser para montagem, prensagem, solda e inspeção. A região oferece boa oferta de hora extra e salários dentro da média nacional.

O custo de vida em Gunma é um dos mais baixos entre as regiões com alta concentração de brasileiros. O aluguel é acessível, os mercados locais são baratos e o transporte público, embora limitado, funciona para quem mora perto da fábrica. A desvantagem está na dependência do carro: as cidades são espalhadas e a estrutura urbana não é tão integrada quanto em Aichi ou Shizuoka.

Gunma tem invernos rigorosos, com temperaturas negativas e neve ocasional. Para quem vem de regiões quentes do Brasil, o impacto climático pode ser significativo nos primeiros meses. Por outro lado, a comunidade brasileira em Oizumi é extremamente coesa, com infraestrutura completa de mercados, restaurantes, igrejas, escolas e até prefeitura com atendimento em português.

A região é indicada para quem quer economizar mais rapidamente, não se importa com cidades pequenas e prefere viver em uma comunidade onde praticamente todos os vizinhos são brasileiros. Para quem vai sozinho e quer maximizar a poupança, Gunma oferece uma das melhores relações entre salário e custo de vida.

Mie: destino subexplorado com oportunidades sólidas

A província de Mie, localizada entre Aichi e a região de Kansai (Osaka, Kyoto), é menos mencionada nos guias sobre dekassegui, mas concentra uma comunidade brasileira significativa e oferece vagas estáveis em setores estratégicos. As principais cidades são Suzuka, Yokkaichi, Tsu (a capital provincial) e Kameyama.

Suzuka é conhecida pela fábrica da Honda e pelo autódromo internacional. A indústria automotiva domina a região, mas Yokkaichi também abriga grandes plantas químicas e petroquímicas, além de indústrias de semicondutores. O perfil de vagas inclui montagem, logística, manutenção industrial e controle de qualidade, com jornadas estáveis e boa oferta de hora extra.

Mie é menos saturada que Aichi ou Shizuoka, o que significa menos competição por moradia e um custo de vida levemente inferior. A comunidade brasileira existe, mas é menor e mais dispersa. Isso pode ser uma vantagem para quem quer imersão maior no idioma japonês e no cotidiano local, ou uma desvantagem para quem valoriza a presença constante de compatriotas.

O clima de Mie é semelhante ao de Shizuoka: temperado, com invernos suaves e verões úmidos. A localização geográfica facilita o acesso tanto a Nagoia quanto a Osaka, tornando a região atrativa para quem pensa em mobilidade futura dentro do Japão.

Mie é indicada para quem aceita uma comunidade brasileira menor, quer trabalhar em indústrias menos saturadas de trabalhadores estrangeiros e valoriza a proximidade com grandes centros urbanos sem morar neles.

Comparativo prático: qual região escolher

A tabela abaixo resume os principais critérios para comparar as quatro regiões:

Critério | Aichi | Shizuoka | Gunma | Mie

Custo de vida | Moderado a alto (Nagoia cara) | Moderado | Baixo | Moderado

Comunidade brasileira | Grande e consolidada | Muito grande, infraestrutura completa | Concentrada em cidades pequenas | Presente, mas menor

Perfil industrial | Automotivo (Toyota, Mitsubishi) | Automotivo, instrumentos, alimentos | Automotivo (Subaru), autopeças | Automotivo (Honda), químico

Clima | Temperado, invernos amenos | Ameno, invernos suaves | Invernos rigorosos, neve ocasional | Temperado, semelhante a Shizuoka

Indicado para | Longo prazo, progressão de carreira | Famílias com filhos, comunidade forte | Maximizar poupança, cidades pequenas | Imersão maior, menos saturação

Escolas brasileiras | Presentes em algumas cidades | Muitas, com currículo MEC | Presentes em Oizumi e Ota | Presentes, mas menos opções

Esse quadro é um ponto de partida. A decisão final depende da vaga disponível no momento da contratação, porque a empreiteira define a região conforme o contrato com a empresa contratante. Não adianta ter preferência por Shizuoka se as vagas abertas no mês estão todas em Gunma. Por isso, a estratégia mais realista é conhecer as características de cada polo e avaliar a proposta com base no que ela oferece de fato: tipo de trabalho, salário, moradia, turno e localização.

Você já sabe qual região do Japão combina mais com o seu perfil. A DAIKOKU conecta descendentes e cônjuges a vagas em empresas japonesas nas principais regiões industriais, com moradia exclusiva, visto de trabalho coberto e suporte permanente em português. O processo de seleção acontece aqui no Brasil, e você só embarca depois de aprovado pela empresa contratante. Ver as vagas disponíveis por região.

Como funciona a contratação via empreiteira em cada região

O sistema de haken (empreiteira) é o modelo de contratação mais comum para brasileiros que trabalham em fábricas no Japão. A empreiteira contrata o trabalhador e o aloca em uma empresa cliente, que pode ser uma montadora, uma fabricante de autopeças, uma indústria alimentícia ou uma distribuidora logística. O trabalhador é funcionário da empreiteira, não da empresa onde trabalha fisicamente.

Nas quatro regiões, o funcionamento é semelhante: a empreiteira cuida do visto de trabalho, da moradia inicial, do translado do aeroporto, da inscrição no seguro saúde e previdência (shakai hoken) e do suporte em português durante os primeiros meses. A diferença está no volume de vagas disponíveis, no perfil das empresas contratantes e na infraestrutura local de cada polo.

Em Aichi, as empreiteiras costumam trabalhar com contratos de longo prazo em grandes montadoras, o que oferece maior estabilidade. Em Shizuoka, a diversidade industrial permite que o trabalhador mude de setor sem sair da região. Em Gunma, a concentração em cidades pequenas facilita a proximidade entre moradia e local de trabalho, reduzindo o tempo de deslocamento. Em Mie, a menor saturação de trabalhadores estrangeiros pode significar menos rotatividade e contratos mais estáveis.

É importante entender que a empreiteira desconta o valor da moradia do salário mensal. Esse desconto varia conforme o tipo de apartamento (1K, 1DK, 1LDK, 2LDK), a localização e se a moradia é compartilhada ou exclusiva. A DAIKOKU trabalha exclusivamente com moradia semi-mobiliada exclusiva, nunca alojamento coletivo compartilhado, em todas as regiões onde atua.

Perfil de moradia em cada região

A moradia é um dos fatores que mais impacta o orçamento mensal e a qualidade de vida no Japão. O tipo de apartamento disponível varia conforme a região, a cidade e o contrato com a empreiteira.

Em Aichi, especialmente em Nagoia e arredores, o custo de moradia é mais alto. Apartamentos 1K (um cômodo com cozinha integrada) ou 1DK (um quarto separado da cozinha) são comuns para quem vai sozinho. Famílias costumam ocupar 2LDK (dois quartos, sala e cozinha). A oferta de moradia via empreiteira é farta, mas o desconto mensal pode ser significativo em cidades grandes.

Em Shizuoka, o custo é intermediário. Hamamatsu oferece boa oferta de apartamentos familiares, e muitas empreiteiras mantêm contratos com imobiliárias locais, facilitando a mudança de moradia após o período inicial. Para famílias, a proximidade com as escolas brasileiras é um critério importante na escolha do bairro.

Em Gunma, o aluguel é mais barato. É possível encontrar apartamentos 1LDK ou 2DK com desconto mensal menor que em outras regiões. A desvantagem é que muitas moradias ficam em áreas sem transporte público próximo, exigindo carro ou bicicleta para deslocamentos básicos.

Em Mie, o custo de moradia é semelhante ao de Shizuoka, mas com menos opções. A oferta de apartamentos familiares é menor, e quem vai com filhos pode precisar de mais tempo para encontrar moradia definitiva após o período inicial fornecido pela empreiteira.

A DAIKOKU fornece moradia semi-mobiliada exclusiva desde o início do contrato, em todas as regiões. O trabalhador sabe o endereço e o tipo de apartamento antes do embarque, e o desconto mensal é informado durante o processo seletivo, sem surpresas na chegada.

Infraestrutura de apoio para brasileiros em cada polo

A presença de infraestrutura em português faz diferença no dia a dia, especialmente nos primeiros meses. Mercados brasileiros, igrejas, associações, escolas e até atendimento municipal bilíngue facilitam a adaptação e reduzem o impacto da barreira do idioma.

Aichi tem infraestrutura consolidada, mas distribuída por várias cidades. Nagoia concentra o maior número de serviços, mas cidades menores como Toyohashi e Okazaki também têm mercados étnicos, igrejas e associações de dekassegui. A prefeitura de Toyohashi, por exemplo, oferece atendimento em português para questões de registro, impostos e saúde.

Shizuoka, especialmente Hamamatsu, é o polo com a infraestrutura mais completa para brasileiros. A cidade tem dezenas de mercados, restaurantes, igrejas de várias denominações, escolas brasileiras, academias com professores brasileiros, salões de beleza, escritórios de contabilidade e até festivais culturais ao longo do ano. Quem mora em Hamamatsu consegue resolver quase tudo em português sem dificuldade.

Gunma concentra a infraestrutura em Oizumi, que funciona quase como uma cidade brasileira dentro do Japão. A prefeitura local tem funcionários bilíngues, há sinalizações em português nas ruas, mercados étnicos em cada esquina e eventos comunitários frequentes. Fora de Oizumi, em cidades como Ota e Isesaki, a infraestrutura existe, mas é menor.

Mie tem infraestrutura presente, mas menos densa. Suzuka e Yokkaichi têm mercados brasileiros, igrejas e algumas associações, mas o trabalhador precisa de mais autonomia no cotidiano. Quem não fala japonês pode encontrar dificuldades em situações médicas ou burocráticas sem apoio da empreiteira.

A DAIKOKU mantém suporte permanente em português no Brasil e no Japão, antes, durante e depois do embarque, em todas as regiões onde atua. O trabalhador tem um canal direto para tirar dúvidas, resolver problemas e receber orientação sobre qualquer questão do dia a dia, independentemente da cidade onde mora.

Qual região é mais indicada para cada perfil

A escolha da região ideal depende do perfil de quem embarca, da situação familiar e dos objetivos de médio e longo prazo no Japão.

Para quem vai sozinho pela primeira vez: Aichi ou Shizuoka são as melhores opções. A infraestrutura consolidada, a presença de comunidade brasileira e a diversidade de setores industriais facilitam a adaptação e oferecem mais opções de mudança de emprego no futuro. Gunma também é indicada para quem quer economizar mais rapidamente e não se importa com cidades pequenas.

Para casais sem filhos: Qualquer uma das quatro regiões funciona bem. A DAIKOKU embarca o casal junto, sempre na mesma cidade ou região, com moradia exclusiva para os dois. Aichi e Shizuoka oferecem mais infraestrutura urbana, enquanto Gunma e Mie permitem poupar mais com custo de vida menor.

Para famílias com filhos: Shizuoka é a escolha mais segura, pela concentração de escolas brasileiras com currículo reconhecido pelo MEC e pela infraestrutura completa para famílias. Aichi e Gunma também têm escolas, mas com menos opções. Mie tem presença de escolas brasileiras, mas a oferta é menor e pode exigir deslocamento maior.

Para quem quer imersão no idioma japonês: Mie é a melhor opção. A menor saturação de brasileiros força mais contato com japoneses no cotidiano, acelerando o aprendizado do idioma. Aichi também oferece oportunidades de imersão em cidades menores afastadas de Nagoia.

Para quem quer maximizar poupança: Gunma lidera, seguida de Mie. O custo de vida mais baixo permite poupar mais com o mesmo salário. Shizuoka e Aichi têm custo maior, mas oferecem mais opções de lazer, serviços e infraestrutura.

Para quem busca estabilidade de longo prazo: Aichi é a escolha mais sólida. O volume de grandes montadoras e fornecedoras de autopeças garante oferta constante de vagas e possibilidade de progressão de carreira dentro do setor automotivo.

Erros comuns ao escolher a cidade no Japão

Muitos brasileiros tomam decisões baseadas em informações incompletas ou expectativas irreais sobre as cidades do Japão. Conhecer os erros mais comuns ajuda a evitar frustrações e arrependimentos.

Erro 1: Achar que pode escolher livremente a cidade. A vaga disponível no momento da contratação define a região. A empreiteira aloca o trabalhador conforme o contrato com a empresa cliente. Quem tem preferência rígida por uma cidade específica pode perder oportunidades ou esperar meses por uma vaga que nunca abre.

Erro 2: Confundir presença de brasileiros com facilidade automática. Morar em uma cidade com muitos brasileiros facilita o dia a dia, mas não substitui o esforço de aprender japonês. Quem conta apenas com a comunidade brasileira pode ficar limitado no trabalho, na progressão salarial e na autonomia para resolver questões burocráticas.

Erro 3: Subestimar o impacto do clima. Gunma tem invernos com neve e temperaturas negativas. Quem vem de estados quentes do Brasil pode sofrer nos primeiros meses sem preparo adequado. Roupas de frio, aquecedor no apartamento e adaptação ao gelo nas ruas fazem parte da realidade local.

Erro 4: Ignorar o custo real da moradia. O desconto mensal da moradia varia conforme a região e o tipo de apartamento. Muitos trabalhadores embarcam sem saber quanto será descontado e se assustam com o salário líquido no primeiro mês. A DAIKOKU informa o valor exato do desconto antes do embarque, mas é importante confirmar e planejar o orçamento com antecedência.

Erro 5: Esperar infraestrutura urbana de cidade grande em todo lugar. Cidades como Oizumi, Suzuka e Iwata são pequenas. Não há metrô, shoppings grandes ou opções de lazer como em Nagoia ou Tóquio. Quem valoriza vida urbana pode se sentir entediado ou isolado em cidades industriais menores.

Erro 6: Embarcar sem entender o sistema de empreiteira. O trabalhador é funcionário da haken, não da montadora onde trabalha. Isso significa que o contrato pode ser encerrado pela empresa cliente a qualquer momento, e a empreiteira realoca o trabalhador para outra fábrica, às vezes em outra cidade. Entender essa dinâmica evita a sensação de instabilidade ou traição ao mudar de local de trabalho.

Próximos passos depois de escolher a região

Conhecer as características de cada região é o primeiro passo. O próximo é avaliar as vagas disponíveis no momento, entender o processo de contratação via empreiteira e planejar o embarque com todas as informações necessárias.

A documentação exigida varia conforme o perfil (solteiro, casal, família, yonsei), mas em todos os casos inclui a linha genealógica que comprova a descendência japonesa. O visto de trabalho é solicitado pela empreiteira após a aprovação do trabalhador pela empresa contratante. O processo pode levar de 2 a 4 meses desde a candidatura até o embarque, dependendo da complexidade documental e da região de destino.

Planejar financeiramente o primeiro ano no Japão é fundamental. Mesmo com a moradia fornecida, o trabalhador precisa bancar alimentação, transporte, telefone, despesas pessoais e, eventualmente, remessas para o Brasil. O custo de vida nos primeiros meses costuma ser maior, porque o trabalhador ainda está se adaptando e comprando itens básicos para o apartamento.

A DAIKOKU faz o planejamento financeiro junto com o candidato antes do embarque, detalhando salário bruto, descontos obrigatórios (imposto de renda, shakai hoken, moradia), salário líquido estimado e orçamento mensal realista. Essa transparência evita surpresas e permite que o trabalhador embarque sabendo exatamente quanto vai receber e quanto vai conseguir poupar.

Conclusão

As cidades do Japão com mais brasileiros para trabalhar estão concentradas em Aichi, Shizuoka, Gunma e Mie. Cada região tem perfil industrial próprio, custo de vida diferente e infraestrutura específica para brasileiros. A escolha da região ideal depende do perfil de quem embarca, mas na prática a vaga disponível é quem define o destino. Conhecer as características de cada polo permite avaliar as propostas com clareza e embarcar preparado para a realidade local.

Perguntas frequentes

Qual a melhor cidade do Japão para brasileiros trabalharem?

Não existe uma melhor cidade universal. Shizuoka (Hamamatsu) é ideal para famílias com filhos pela presença de escolas brasileiras com currículo MEC. Aichi (Nagoia, Toyota) oferece o maior polo automotivo e estabilidade de longo prazo. Gunma (Oizumi) tem o custo de vida mais baixo, indicado para quem quer poupar rápido. Mie (Suzuka, Yokkaichi) é menos saturada e boa para imersão no idioma. A escolha depende do perfil de quem vai e da vaga disponível no momento.

Quanto custa viver em Hamamatsu comparado a Nagoia?

Hamamatsu tem custo de vida moderado, geralmente menor que Nagoia. O aluguel de um apartamento 1LDK em Hamamatsu costuma ser 10% a 20% mais barato que em Nagoia. Alimentação, transporte e despesas básicas também são ligeiramente inferiores. Nagoia oferece mais infraestrutura urbana, mas pesa mais no orçamento mensal. Ambas as cidades têm boa oferta de vagas e comunidade brasileira consolidada.

Consigo escolher a cidade onde vou trabalhar no Japão?

Na maioria dos casos, não. A vaga disponível no momento da contratação define a região. A empreiteira aloca o trabalhador conforme o contrato com a empresa cliente. Quem tem preferência muito rígida pode perder oportunidades ou esperar meses por uma vaga que nunca abre. O mais realista é conhecer as características das principais regiões e avaliar a proposta disponível com base no que ela oferece de fato.

Oizumi é realmente a cidade com mais brasileiros no Japão?

Proporcionalmente, sim. Cerca de 15% da população de Oizumi é estrangeira, e a maior parte é brasileira. Em números absolutos, Hamamatsu concentra mais brasileiros, mas diluídos em uma cidade maior. Oizumi funciona quase como uma cidade brasileira dentro do Japão, com infraestrutura completa em português, mercados étnicos, igrejas, escolas e atendimento municipal bilíngue.

Mie é uma boa opção para quem vai com família?

Mie tem infraestrutura para famílias, mas é menos completa que Shizuoka. Há escolas brasileiras em Suzuka e Yokkaichi, mas a oferta é menor. O custo de vida é moderado e a comunidade brasileira existe, porém mais dispersa. Mie funciona melhor para famílias que já têm experiência no Japão ou que valorizam menos saturação de brasileiros. Para quem embarca pela primeira vez com filhos, Shizuoka ainda é a escolha mais segura.

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