Como funciona licença para voltar ao Brasil trabalhando no Japão

Licença não remunerada (kyuushoku) permite ao trabalhador brasileiro no Japão voltar temporariamente ao Brasil sem perder o emprego, mas sem receber salário durante a ausência. A aprovação depende da política interna da empresa. Licenças longas podem afetar o visto de trabalho e benefícios sociais.

DAIKOKU

junho 18, 2026
Homem nikkei brasileiro em escritório japonês preenchendo formulário de licença não remunerada

Licença não remunerada, conhecida como kyuushoku (休職) em japonês, é um afastamento temporário do trabalho sem salário. Brasileiros que trabalham no Japão podem solicitar essa licença para voltar ao Brasil por motivos pessoais ou familiares, mas a aprovação depende da política interna da empresa. O visto de trabalho e os benefícios sociais podem ser afetados dependendo da duração da ausência. Entender como funciona esse processo ajuda a planejar a viagem sem comprometer o emprego nem o status de imigração.

Resumo rápido

  • Kyuushoku é licença sem vencimento, sem salário durante o período de afastamento
  • Difere de nenkyuu (férias remuneradas), que são dias pagos e direito garantido por lei
  • A empresa decide quantos dias conceder e se aprova ou não o pedido
  • Licenças longas podem afetar o visto de trabalho e exigir notificação à imigração
  • Benefícios como Shakai Hoken podem ser suspensos ou precisar de pagamento direto durante a licença
  • Motivo da viagem, documentação e antecedência na solicitação influenciam a aprovação

O que é kyuushoku e como difere de férias remuneradas

Kyuushoku (休職) significa licença sem vencimento. O contrato de trabalho continua ativo, mas o funcionário fica afastado por um período acordado, sem receber salário. A empresa mantém o vínculo formal, mas não paga enquanto o trabalhador está ausente.

Nenkyuu (年休), as férias anuais remuneradas, são um direito trabalhista garantido por lei. Todo funcionário acumula dias de férias que podem ser usados conforme planejamento pessoal e aprovação do supervisor. Durante nenkyuu, o salário é pago normalmente. A quantidade de dias varia conforme tempo de empresa, mas em geral, depois de seis meses, o trabalhador tem direito a 10 dias de férias no primeiro ano.

A diferença principal está na remuneração e na obrigatoriedade. Férias são direito legal; licença não remunerada depende da política interna de cada empresa e não há garantia de aprovação.

Alguns trabalhadores combinam nenkyuu com kyuushoku para aumentar o tempo no Brasil mantendo parte do salário. Por exemplo, usar 10 dias de férias remuneradas e depois solicitar mais 20 dias de licença sem salário.

Quando é possível solicitar kyuushoku

Não existe uma regra geral na legislação trabalhista japonesa que obrigue a empresa a conceder licença não remunerada para viagem ao Brasil. Cada empresa define a política interna em um documento chamado shugyou kisoku (就業規則), o regimento de trabalho.

Empresas maiores costumam ter regras mais formalizadas. Empreiteiras (haken ou ukeoi), onde a maioria dos brasileiros trabalha, variam bastante. Algumas permitem licença de até 30 dias por ano, outras limitam a 15 dias ou não concedem licença não remunerada fora de situações excepcionais.

Motivos comuns que costumam ser aceitos incluem emergências familiares (doença grave, falecimento), necessidade de resolver questões burocráticas no Brasil (documentos, herança, processo judicial) ou compromissos pessoais inadiáveis. Viagens de turismo ou descanso sem justificativa específica têm menor probabilidade de aprovação, especialmente se a ausência for longa.

Funcionários diretos (seishain) geralmente têm mais facilidade para negociar licença do que contratados temporários. Tempo de empresa e histórico de desempenho também influenciam a decisão.

Como solicitar licença sem vencimento na empresa

O processo de solicitação segue etapas formais. Primeiro, converse informalmente com o supervisor direto (shokuchou ou kachou). Explique o motivo da viagem e o período desejado. Essa conversa inicial ajuda a medir a reação da empresa e a viabilidade do pedido.

Se o supervisor demonstrar abertura, o próximo passo é apresentar o pedido formal por escrito. Muitas empresas têm um formulário específico chamado kyuushoku negaisho (休職願書), documento de solicitação de licença sem vencimento. Caso não exista formulário, prepare uma carta formal em japonês.

A solicitação deve incluir:

  • Nome completo, número de matrícula e seção de trabalho
  • Data de início e término da licença
  • Motivo da solicitação (seja claro e direto; emergências familiares devem ser documentadas)
  • Compromisso de retorno na data acordada
  • Forma de contato durante a ausência (e-mail, telefone internacional)

Se a licença for por motivo de saúde de familiar, anexe documentos que comprovem a situação (atestado médico traduzido, declaração de hospital). Para questões burocráticas, inclua evidências como convocação de órgão público, notificação de processo ou documento equivalente.

O prazo de antecedência varia. Em geral, solicite ao menos um mês antes da data desejada. Períodos de alta demanda na empresa (fechamento de ano fiscal, picos de produção) dificultam a aprovação. Planeje a viagem considerando o calendário da empresa.

Após receber o pedido, a empresa analisa e responde formalmente. Se aprovado, o documento assinado pelo responsável (shonin) formaliza a licença. Guarde uma cópia desse documento; ele pode ser necessário em caso de fiscalização ou questionamento futuro.

Quantos dias de licença é possível tirar

A duração máxima depende exclusivamente da política interna da empresa. Não existe um limite legal fixo. Algumas empresas concedem até 90 dias por ano; outras limitam a 15 ou 30 dias. Empreiteiras costumam ser mais restritivas que empresas diretas.

Licenças curtas, de até 30 dias, são mais facilmente aprovadas. Períodos longos, acima de três meses, exigem justificativa robusta e podem ser negados mesmo em situações legítimas, especialmente se a ausência comprometer a operação da equipe.

Vale lembrar que quanto mais longa a licença, maior o impacto financeiro (sem salário) e maior o risco de complicações com o visto de trabalho. Se você pretende ficar no Brasil por mais de três meses, consulte a seção sobre impacto no status de imigração.

Impacto no visto de trabalho e status de imigração

O visto de trabalho no Japão é vinculado ao emprego ativo. Licença não remunerada mantém o vínculo formal, mas ausências muito longas podem ser interpretadas pela imigração como interrupção da atividade que justifica o visto.

A legislação de imigração japonesa não define um prazo exato de ausência permitida durante licença. Na prática, ausências de até 90 dias costumam não gerar problemas, desde que o contrato permaneça vigente e o trabalhador retorne conforme acordado.

Períodos acima de três meses exigem atenção. Se a licença ultrapassar 90 dias consecutivos fora do Japão, pode ser necessário notificar a imigração ou obter uma autorização de reentrada (saikinyuukoku kyoka). Todo estrangeiro que sai do Japão precisa de reentrada válida (zairyuu card com midashi de reentrada ou permissão especial), mas licenças muito longas podem ser questionadas na volta.

Se você planeja ficar fora por mais de 90 dias, converse com a empresa e considere consultar um especialista em imigração (gyouseishoshi) antes de viajar. Confirme se o tipo de licença e o motivo estão adequadamente documentados.

Outro ponto importante: se o visto vencer durante a licença, você precisa renovar antes de sair do Japão ou retornar antes do vencimento. A renovação do visto exige que o contrato de trabalho esteja ativo e que a renda seja comprovada. Licença não remunerada prolongada pode dificultar a renovação se não houver histórico recente de trabalho.

O que acontece com benefícios sociais durante a licença

Shakai Hoken, o seguro social obrigatório, cobre seguro de saúde (kenkou hoken) e previdência (kousei nenkin). Durante licença não remunerada, a empresa pode suspender o pagamento do salário, mas as contribuições sociais continuam sendo devidas.

Em alguns casos, a empresa mantém o desconto proporcional mesmo sem salário, e o trabalhador precisa pagar a parte dele diretamente à empresa antes de viajar ou por transferência enquanto estiver no Brasil. Em outros casos, a empresa suspende temporariamente a cobertura, e o trabalhador precisa arcar com o seguro nacional (kokumin kenkou hoken) caso fique sem cobertura.

Antes de solicitar a licença, esclareça com o departamento de recursos humanos (jinji bu) ou com a pessoa responsável pelos benefícios como será tratado o Shakai Hoken. Perguntas importantes:

  • O seguro de saúde continua ativo durante a licença?
  • Preciso pagar alguma quantia diretamente à empresa?
  • Se eu precisar de atendimento médico no Brasil, o seguro japonês cobre alguma parte?
  • A contribuição para aposentadoria será suspensa ou mantida?

Em geral, o seguro de saúde japonês não cobre atendimento fora do Japão, salvo casos específicos de emergência com reembolso posterior mediante documentação. Se você vai ficar no Brasil por um período longo, considere contratar um seguro viagem temporário.

O seguro desemprego (koyou hoken) não é afetado diretamente por licença curta, mas se a licença for muito longa e o contrato for encerrado durante ou logo após o retorno, o tempo sem contribuição pode impactar o valor do benefício.

Situações em que a empresa pode negar a licença

A empresa não é obrigada a conceder kyuushoku. A decisão é discricionária, mas costuma seguir critérios internos. Situações comuns de negação incluem:

  • Período de alta demanda ou falta de pessoal para cobrir a ausência
  • Funcionário em período de experiência (shiyou kikan), geralmente os primeiros três meses
  • Histórico recente de faltas, atrasos ou desempenho insatisfatório
  • Licença solicitada com pouca antecedência
  • Motivo considerado frívolo ou não justificado pela empresa
  • Contrato temporário próximo do fim (empresa prefere não renovar a conceder licença)

Se a empresa negar a licença, tente entender o motivo. Pergunte se há possibilidade de negociar um período menor ou uma data diferente. Se a viagem for realmente urgente e a empresa se recusar mesmo com justificativa sólida, você pode buscar apoio de um sindicato de trabalhadores (roudou kumiai) ou consultar o escritório regional de normas trabalhistas (roudou kijun kantokusho).

Lembre-se de que a empresa tem o direito de negar, mas você também tem o direito de questionar a decisão se entender que foi arbitrária ou discriminatória. Essa conversa precisa ser conduzida de forma respeitosa e dentro dos canais formais.

Erros comuns ao solicitar licença não remunerada

Um erro frequente é confundir licença com férias. Funcionários às vezes acreditam que podem exigir kyuushoku da mesma forma que usam nenkyuu, mas não funciona assim. Férias são direito legal; licença sem vencimento é uma concessão que depende de aprovação.

Outro erro é solicitar a licença em cima da hora. Avisar a empresa com uma ou duas semanas de antecedência raramente funciona, salvo emergências reais. Planeje com pelo menos um mês de antecedência e, se possível, mais.

Muitos trabalhadores não documentam adequadamente o motivo da viagem. Se a licença é por doença de familiar, leve documentos que comprovem. Se for para resolver questões legais, tenha em mãos a convocação ou notificação oficial. Justificativas vagas enfraquecem o pedido.

Não esclarecer como será o pagamento das contribuições sociais durante a licença também gera problemas. Você pode voltar e descobrir que ficou descoberto de seguro ou que deve meses de contribuição atrasada.

Outro erro grave é não confirmar a data de retorno ou tentar estender a licença sem avisar a empresa com antecedência. Se surgir um imprevisto no Brasil e você não puder voltar no dia combinado, comunique a empresa imediatamente por e-mail e telefone. Falta de comunicação pode ser interpretada como abandono de emprego.

Finalmente, muitos trabalhadores esquecem de verificar a validade do visto antes de viajar. Se o visto vencer enquanto você estiver no Brasil, não conseguirá retornar. Confira as datas com atenção.

Planejamento prático: antes, durante e depois da licença

Antes da viagem:

  • Confirme com antecedência o período e formalize por escrito
  • Resolva pendências de trabalho e organize as tarefas para quem ficará responsável durante sua ausência
  • Esclareça com RH como será tratado o Shakai Hoken e efetue os pagamentos necessários
  • Verifique validade do visto, passaporte e zairyuu card
  • Deixe contatos de emergência com a empresa e confirme que você estará acessível
  • Se a licença for longa, considere contratar seguro viagem

Durante a licença:

  • Mantenha contato com a empresa se solicitado ou se houver alguma mudança de plano
  • Organize a passagem de retorno com folga antes da data acordada
  • Se surgir imprevisto que impeça o retorno, comunique a empresa imediatamente com documentação que justifique
  • Evite postar em redes sociais conteúdo que possa ser interpretado como férias se a justificativa da licença foi motivo sério

Depois do retorno:

  • Apresente-se ao trabalho na data combinada ou antes
  • Se a licença foi por motivo de saúde de familiar, talvez a empresa solicite confirmação do término da situação
  • Retome as atividades e reintegre-se à equipe; demonstre comprometimento para compensar qualquer impressão negativa que a ausência possa ter causado
  • Acompanhe se as contribuições sociais foram reativadas corretamente e se o salário voltou ao normal

Trabalhar no Japão com suporte permanente facilita lidar com imprevistos. Licenças, viagens ao Brasil e questões familiares fazem parte da vida de quem mora longe. A DAIKOKU conecta descendentes a vagas em empresas japonesas e oferece suporte contínuo em português, no Brasil e no Japão, antes, durante e depois do embarque. Quando você precisa se ausentar ou resolver algo, tem com quem contar. Veja as vagas disponíveis e conheça as oportunidades para trabalhar no Japão com apoio permanente.

Alternativas se a empresa negar a licença

Se a empresa recusar a licença e a viagem for realmente necessária, você tem algumas alternativas. A primeira é tentar negociar um período menor. Se você pediu 30 dias e a empresa negou, pergunte se 15 dias seria viável.

Outra alternativa é combinar férias remuneradas (nenkyuu) com alguns dias de licença. Dessa forma, a ausência da empresa diminui e você mantém pelo menos parte do salário.

Se a viagem for por emergência familiar e a empresa se recusar, considere buscar apoio de um sindicato (roudou kumiai). Alguns sindicatos de trabalhadores estrangeiros no Japão oferecem consultoria e mediação com a empresa.

Em último caso, se a situação no Brasil for inadiável e a empresa continuar irredutível, você pode optar por pedir demissão, resolver o que precisa no Brasil e buscar um novo emprego quando retornar. Essa decisão é drástica e só faz sentido se a urgência justificar o risco de ficar sem renda e precisar recomeçar.

Antes de tomar qualquer decisão extrema, consulte o escritório de normas trabalhistas (roudou kijun kantokusho) ou um especialista em direito trabalhista japonês. Há casos em que a recusa da empresa pode ser questionada, mas isso depende das circunstâncias específicas e da política interna.

Quando combinar férias e licença faz sentido

Para maximizar o tempo no Brasil sem perder todo o salário, muitos trabalhadores combinam nenkyuu (férias remuneradas) com kyuushoku (licença sem vencimento). Essa estratégia funciona bem quando a empresa aceita licença não remunerada e você tem dias de férias acumulados.

Por exemplo: você tem 10 dias de férias acumulados e precisa ficar 30 dias no Brasil. Pode usar os 10 dias de nenkyuu com salário normal e solicitar 20 dias adicionais de kyuushoku sem salário. Assim, recebe pagamento por parte do período e reduz o impacto financeiro.

Planeje a sequência com cuidado. Alguns trabalhadores preferem usar férias no início da viagem e licença no final; outros fazem o contrário. A ordem pode afetar a percepção da empresa e também o fluxo financeiro.

Lembre-se de que férias são direito legal, mas a empresa pode sugerir datas. Se você combinar os dois tipos de afastamento, formalize tudo por escrito em um único pedido ou em dois documentos separados, conforme orientação do RH.

Consequências práticas além do salário

Licença sem vencimento tem impacto que vai além da perda de salário durante o período. Dependendo da cultura da empresa e do setor, ausências longas podem afetar a avaliação de desempenho anual (jinji hyouka) e, consequentemente, o bônus (shouyo ou bonus) e as chances de promoção.

Em ambientes mais tradicionais, funcionários que se ausentam por períodos longos, mesmo com licença aprovada, podem ser vistos como menos comprometidos. Isso não é uma regra fixa, mas acontece em algumas empresas.

Outro ponto é a relação com a equipe. Se a sua ausência sobrecarregar os colegas, pode gerar ressentimento. Antes de viajar, organize as tarefas, passe informações detalhadas e, se possível, facilite o trabalho de quem ficará no seu lugar.

Licenças frequentes ou muito longas também podem influenciar decisões futuras da empresa, como renovação de contrato (para temporários) ou escolha de quem receberá oportunidades de desenvolvimento.

Essas consequências não são automáticas e variam muito de empresa para empresa, mas vale ter consciência de que licença não remunerada não é neutra no ambiente de trabalho japonês.

Conclusão

Licença não remunerada para voltar ao Brasil é possível, mas depende da aprovação da empresa e exige planejamento cuidadoso. Formalize o pedido com antecedência, documente o motivo quando necessário e esclareça todas as condições antes de viajar. Verifique impactos no visto, benefícios sociais e relacionamento com a empresa. Combine férias e licença quando fizer sentido financeiro e operacional. Licença sem vencimento é uma ferramenta útil para resolver questões pessoais e familiares, mas precisa ser usada com responsabilidade para não comprometer emprego nem status de imigração.

Perguntas frequentes

Quanto tempo de licença não remunerada posso tirar no Japão?

Depende da política interna da empresa. Algumas concedem até 90 dias por ano, outras limitam a 15 ou 30 dias. Empreiteiras costumam ser mais restritivas. Licenças acima de três meses exigem justificativa forte e podem afetar o visto de trabalho.

Perco o visto de trabalho se tirar licença para voltar ao Brasil?

Não necessariamente. Licenças de até 90 dias geralmente não afetam o visto, desde que o contrato permaneça ativo e você retorne conforme acordado. Ausências mais longas podem exigir notificação à imigração ou autorização especial de reentrada.

A empresa é obrigada a conceder licença não remunerada?

Não. Diferente das férias remuneradas (nenkyuu), que são direito legal, a licença sem vencimento (kyuushoku) depende da aprovação da empresa. A decisão segue a política interna e pode ser negada, especialmente em períodos de alta demanda ou se o motivo não for considerado justificado.

Continuo pagando Shakai Hoken durante a licença não remunerada?

Em muitos casos sim. Mesmo sem salário, as contribuições sociais continuam devidas. A empresa pode exigir pagamento direto da sua parte ou suspender temporariamente a cobertura. Esclareça com o RH antes de viajar como será tratado o seguro de saúde e a previdência.

Posso combinar férias remuneradas com licença não remunerada?

Sim. Muitos trabalhadores usam os dias de férias acumulados (nenkyuu) com salário normal e solicitam dias adicionais de licença sem vencimento (kyuushoku) para aumentar o tempo no Brasil sem perder toda a renda. Formalize ambos os pedidos por escrito.

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