Como funciona o exame médico admissional no Japão: guia completo para brasileiros

O exame médico admissional no Japão é feito após a chegada, pago pela empresa, e inclui sangue, urina, raio-X, ECG, visão e audição. Reprovações são raras. Este guia explica quando é feito, o que pode reprovar, como se preparar e a diferença entre exame admissional e periódico.

DAIKOKU

julho 8, 2026
Jovem brasileiro descendente de japonês em clínica ocupacional no Japão durante exame médico admissional

O exame médico admissional no Japão acontece logo após sua chegada e antes do primeiro dia de trabalho. A empresa contratante custeia o exame, que costuma incluir medição de altura e peso, pressão arterial, exames de sangue e urina, raio-X de tórax, teste de visão, audiometria e eletrocardiograma. O objetivo é verificar se você está apto para a função e estabelecer um registro de saúde inicial. Reprovações são raras e geralmente envolvem condições que impedem fisicamente o trabalho.

Resumo rápido

  • O exame médico admissional é feito no Japão, após a chegada, não no Brasil
  • A empresa contratante arca com os custos do exame
  • Exames comuns incluem sangue, urina, raio-X, pressão, visão, audição e ECG
  • Reprovações são incomuns e se limitam a condições que impedem o trabalho
  • Exames periódicos anuais são obrigatórios e diferentes do admissional
  • Condições crônicas controladas geralmente não impedem a contratação

Quando o exame médico é realizado

O exame admissional acontece nos primeiros dias após sua chegada ao Japão, antes do início formal do contrato de trabalho. Diferentemente do que muitos candidatos imaginam, você não precisa fazer exames no Brasil como pré-requisito para a contratação. A aprovação e o visto são processados com base na documentação genealógica e nos requisitos de elegibilidade, não em atestados médicos prévios.

A empresa japonesa ou a empreiteira responsável agenda o exame em uma clínica ocupacional da região onde você vai trabalhar. O processo costuma levar entre duas e quatro horas, dependendo do volume de candidatos e dos exames solicitados. Você geralmente recebe orientações sobre jejum e horário de comparecimento no translado do aeroporto para a moradia ou nos primeiros dias de acomodação.

O resultado sai em poucos dias. Enquanto isso, você participa de treinamentos de segurança e orientações gerais da empresa. O início efetivo do trabalho na linha de produção ou na função contratada só acontece após a liberação médica.

Quais exames são solicitados

As empresas japonesas seguem diretrizes da legislação trabalhista local, que exige uma avaliação completa de saúde antes da admissão. O conjunto de exames pode variar conforme o tipo de trabalho e a política interna da contratante, mas um pacote padrão inclui:

Exames físicos básicos: medição de altura, peso, pressão arterial, frequência cardíaca e índice de massa corporal. O médico faz perguntas sobre histórico de saúde, cirurgias anteriores, uso de medicamentos contínuos e alergias.

Exames de sangue: hemograma completo, glicemia, colesterol, triglicerídeos, função hepática e função renal. Esses exames detectam condições como diabetes, anemia, problemas no fígado ou nos rins. Jejum de oito a doze horas costuma ser necessário.

Exame de urina: avalia função renal, presença de proteínas, glicose e sinais de infecção.

Raio-X de tórax: identifica problemas respiratórios como tuberculose, pneumonia crônica ou outras alterações pulmonares. No Japão, a tuberculose ainda é monitorada com atenção, e o raio-X inicial faz parte do protocolo de prevenção.

Eletrocardiograma (ECG): avalia a atividade elétrica do coração e detecta arritmias, hipertrofia ou sinais de doença cardíaca.

Teste de visão: mede a acuidade visual de cada olho e verifica a necessidade de uso de óculos ou lentes de contato durante o trabalho.

Audiometria: testa a capacidade auditiva em diferentes frequências. É especialmente importante para funções em ambientes com ruído de máquinas.

Algumas empresas solicitam exames adicionais conforme a natureza do trabalho. Funções que exigem movimentação intensa de carga podem incluir avaliação ortopédica ou radiografia da coluna. Trabalhos noturnos ou em turnos alternados podem demandar avaliação do padrão de sono. Se você tiver histórico de cirurgia recente ou condição crônica, o médico pode pedir documentos comprobatórios ou exames complementares.

Quem paga o exame admissional

A empresa contratante arca com todos os custos do exame médico admissional. Você não paga nada pela consulta, pelos exames laboratoriais, pelo raio-X, pelo ECG ou por qualquer procedimento realizado durante a avaliação. Esse custo faz parte do processo de contratação e está previsto no orçamento da empresa ou da empreiteira responsável.

O mesmo vale para o translado até a clínica. Se a consulta for em outra cidade ou em um local distante da moradia, o transporte é organizado e custeado pela empresa. Você não precisa providenciar passagens nem pagar táxi. A logística completa é resolvida pela contratante, que entende que você está nos primeiros dias no país e ainda não tem autonomia total de deslocamento.

Diferente é o caso dos exames médicos periódicos anuais, obrigatórios por lei para todos os trabalhadores no Japão. Esses exames também são pagos pela empresa, mas a dinâmica pode variar: algumas empresas descontam o valor da folha e reembolsam após o exame, outras pagam diretamente à clínica. No exame admissional, porém, não há desconto nem cobrança posterior. É um custo direto da contratação.

O que pode reprovar um candidato

Reprovações no exame médico admissional são raras. A maior parte dos candidatos é aprovada sem ressalvas. O objetivo do exame não é eliminar trabalhadores, mas garantir que a pessoa está apta para a função e estabelecer um registro de saúde que servirá de base para os exames periódicos futuros.

Condições que podem levar à reprovação são aquelas que impedem fisicamente o desempenho do trabalho ou que representam risco grave para o próprio trabalhador ou para os colegas. Exemplos práticos: tuberculose ativa não tratada, doença cardíaca grave descompensada, hipertensão severa sem controle, diabetes descontrolado com complicações agudas, ou alterações ortopédicas que impeçam movimentos necessários à função.

Condições crônicas controladas geralmente não impedem a contratação. Se você tem diabetes, hipertensão, hipotireoidismo ou outra condição tratada e estável, informe o médico durante a consulta e leve os nomes dos medicamentos que usa. O médico avalia o controle da condição, não a existência dela. Uma pessoa com diabetes bem controlado e HbA1c dentro da faixa aceitável é aprovada normalmente. O que preocupa a empresa é a condição descontrolada, que pode gerar crises durante o trabalho.

Problemas de visão corrigidos com óculos ou lentes de contato não reprovam. Perda auditiva leve ou moderada também não, a menos que a função exija audição perfeita para segurança. Obesidade isolada, sem complicações associadas, não é motivo de reprovação. Histórico de cirurgia ou fratura antiga, desde que totalmente recuperado, não impede a admissão.

Se o médico identificar alguma alteração que exige acompanhamento ou tratamento, ele pode aprovar o candidato com recomendações. Por exemplo, uma pressão arterial levemente elevada pode gerar a orientação de monitorar e procurar tratamento, mas não impede o início do trabalho. Em casos muito específicos, o médico pode solicitar um exame complementar antes da liberação final, adiando o início por alguns dias.

Se houver reprovação, a empresa comunica o candidato e geralmente oferece a possibilidade de tratamento e reavaliação. Reprovações definitivas que resultam em cancelamento do contrato são extremamente incomuns e envolvem condições graves incompatíveis com qualquer tipo de trabalho.

Diferença entre exame admissional e exame periódico anual

O exame médico admissional é feito uma única vez, no início do contrato, e serve para avaliar a condição de saúde no momento da contratação. Já o exame médico periódico, chamado de kenko shindan (健康診断), é obrigatório por lei para todos os trabalhadores no Japão e deve ser realizado anualmente.

O exame periódico tem escopo parecido com o admissional: sangue, urina, raio-X, pressão, visão, audição e ECG. A diferença está no objetivo. O periódico serve para monitorar a saúde ao longo do tempo, identificar alterações que possam ter surgido ou se agravado e prevenir doenças ocupacionais. Ele não avalia se você está apto a continuar trabalhando, mas registra seu estado de saúde naquele momento e compara com os resultados anteriores.

Empresas japonesas levam o exame periódico a sério. A legislação exige que o empregador ofereça o exame anualmente e arquive os resultados. Muitas empresas organizam o exame em lote: todos os funcionários de um turno ou de uma unidade fazem o exame no mesmo período, geralmente de manhã cedo, antes do início do expediente ou em um dia de folga programado.

O custo do exame periódico também é responsabilidade da empresa. Alguns empregadores descontam o valor da folha de pagamento e reembolsam após a comprovação, outros pagam diretamente à clínica. De qualquer forma, o trabalhador não arca com o custo final. Deixar de fazer o exame periódico sem justificativa pode gerar advertências ou complicações na renovação do visto, já que o registro de saúde faz parte do histórico trabalhista.

Alterações encontradas no exame periódico geralmente resultam em orientação médica e acompanhamento, não em demissão. Se o resultado mostrar pressão alta ou glicemia elevada, por exemplo, a empresa pode encaminhar o trabalhador a um médico para tratamento, mas isso não afeta a continuidade do contrato. A ideia é prevenir problemas graves, não punir quem adoece.

Como se preparar para o exame admissional

A preparação para o exame é simples e envolve principalmente seguir as orientações dadas pela empresa nos dias anteriores. A mais comum é o jejum de oito a doze horas antes da coleta de sangue. Você pode beber água, mas deve evitar alimentos, café, chá e qualquer bebida calórica. Se o exame está marcado para as 8h da manhã, faça a última refeição até as 20h ou 21h da noite anterior.

Se você usa medicamentos de uso contínuo, tome-os normalmente, a menos que o médico ou a empresa oriente o contrário. Leve a lista dos remédios que usa, de preferência com os nomes dos princípios ativos escritos, pois nomes comerciais variam entre Brasil e Japão. Se possível, leve também a prescrição ou o documento que comprova a condição tratada. Isso facilita a conversa com o médico ocupacional e evita mal-entendidos.

Vista roupas confortáveis e fáceis de tirar. Você vai precisar remover a parte de cima para o raio-X de tórax e para a colocação dos eletrodos do eletrocardiograma. Evite usar colar, brincos grandes ou outros acessórios de metal que possam interferir nos exames de imagem.

Leve um documento de identidade, mesmo que seja o passaporte brasileiro. Algumas clínicas podem pedir identificação no cadastro inicial. Se você já tiver recebido o cartão de residência japonês (zairyu card), leve-o também, embora ele geralmente seja emitido apenas alguns dias após a chegada.

Durma bem na noite anterior. Cansaço extremo pode alterar levemente alguns parâmetros do exame, como pressão arterial e frequência cardíaca. Evite consumo excessivo de álcool nos dois dias anteriores ao exame, pois isso pode afetar os resultados dos exames de fígado.

Se você tem medo de agulha ou se sente mal ao ver sangue, avise o profissional que vai coletar o sangue. Clínicas ocupacionais japonesas estão acostumadas com candidatos nervosos e têm protocolos para evitar desmaios. Você pode deitar durante a coleta ou pedir para não olhar.

Reserve o dia completo para o exame, mesmo que ele leve apenas algumas horas. Empresas costumam organizar o translado de ida e volta, e pode haver espera se vários candidatos forem atendidos no mesmo dia. Leve um lanche leve e água para consumir após a coleta de sangue, quando o jejum é liberado.

Erros comuns que candidatos cometem

Muitos brasileiros acreditam que precisam fazer exames no Brasil antes de aceitar a oferta de trabalho. Isso não é necessário e gera custo desnecessário. O exame admissional é feito no Japão, pago pela empresa, e exames brasileiros não substituem essa etapa. Se você quer confirmar sua condição de saúde por conta própria, pode fazer, mas não é exigência do processo.

Outro erro é omitir condições de saúde por medo de reprovação. Se você tem diabetes, hipertensão ou qualquer condição crônica, informe o médico ocupacional com honestidade. Omitir informações pode gerar problemas futuros se você precisar de atendimento médico de emergência e a empresa não souber do histórico. Condições controladas não impedem a contratação, mas precisam estar registradas para que você receba acompanhamento adequado.

Candidatos às vezes confundem o exame admissional com o exame para visto. Não existe exame médico obrigatório para a emissão do visto de trabalho de descendente de japonês. O visto é concedido com base na documentação genealógica, não em atestados de saúde. O exame admissional é uma exigência da empresa, não da imigração japonesa.

Alguns candidatos chegam ao exame sem saber que precisam de jejum e acabam tendo que remarcar. Preste atenção nas orientações que a empresa ou a empreiteira passam nos primeiros dias. Se não entender algo, pergunte. O suporte em português geralmente está disponível nessa fase inicial.

Evite consumir bebidas alcoólicas ou alimentos muito gordurosos na véspera do exame. Isso pode alterar os níveis de triglicerídeos e enzimas hepáticas, gerando resultados que não refletem sua condição real de saúde e podem exigir nova coleta.

O que acontece após o exame

Os resultados do exame médico admissional ficam prontos em poucos dias, geralmente entre dois e cinco dias úteis, dependendo da clínica e da complexidade dos exames solicitados. A empresa recebe o laudo diretamente da clínica ocupacional e você é informado sobre a aprovação. Em muitos casos, você não recebe uma cópia completa do resultado, apenas a confirmação de que está apto para o trabalho.

Se algum exame apresentar alteração que exige acompanhamento, o médico ocupacional pode recomendar que você procure um clínico geral ou um especialista no sistema de saúde japonês. A empresa costuma orientar como usar o seguro de saúde (kenko hoken) para consultas médicas fora do contexto ocupacional. Essas consultas são responsabilidade sua, não da empresa, mas o seguro de saúde cobre a maior parte dos custos.

Após a liberação médica, você inicia o trabalho normalmente. O laudo fica arquivado no departamento de recursos humanos ou de medicina ocupacional da empresa e servirá de base para comparação nos exames periódicos anuais futuros. Esse histórico é confidencial e protegido por lei no Japão. Apenas profissionais autorizados têm acesso, e a empresa não pode usar informações de saúde para discriminação ou demissão.

Se você foi reprovado ou se o médico pediu exames complementares antes da liberação, a empresa comunica os próximos passos. Reprovações temporárias geralmente envolvem um prazo para tratamento ou controle da condição e uma nova avaliação médica antes do início do trabalho. Reprovações definitivas, como já mencionado, são extremamente raras.

Você sabe o que esperar do exame médico, mas cada empresa tem suas particularidades no processo de contratação. A DAIKOKU cuida de toda a logística do exame admissional e acompanha cada candidato desde a aprovação até o início do trabalho, garantindo que você saiba exatamente o que vai acontecer em cada etapa. Suporte em português no Brasil e no Japão, antes, durante e depois do embarque. Conhecer o processo completo de contratação.

Diferenças culturais no exame médico ocupacional

O exame médico no Japão segue protocolos rigorosos e padronizados. As clínicas ocupacionais funcionam com eficiência japonesa: horários são cumpridos, cada etapa tem um tempo definido e o processo flui de forma organizada. Você pode estranhar a objetividade do atendimento se estiver acostumado com consultas médicas mais longas e dialogadas no Brasil.

Os médicos japoneses costumam ser diretos e focados nos dados clínicos. Perguntas sobre histórico de saúde são feitas de forma estruturada, seguindo um roteiro. A consulta não é o espaço para conversar sobre sintomas gerais ou pedir orientações de saúde não relacionadas ao trabalho. Se você tiver dúvidas sobre sua saúde fora do contexto ocupacional, o caminho é agendar uma consulta com um clínico geral no sistema público de saúde.

Privacidade é levada a sério. Você troca de roupa em cabines individuais antes do raio-X e do ECG. A coleta de sangue e de urina segue protocolos de higiene rigorosos. Clínicas ocupacionais no Japão são ambientes limpos, silenciosos e organizados. O respeito ao paciente e ao processo é parte da cultura médica japonesa.

Outra diferença cultural está na comunicação de resultados. No Brasil, é comum o paciente receber todos os exames em mãos e ler os resultados por conta própria. No Japão, o laudo completo fica com a empresa e você recebe apenas a informação de que foi aprovado ou se há alguma recomendação de acompanhamento. Se quiser uma cópia dos seus exames, você pode solicitar, mas isso nem sempre é automático.

Vocabulário essencial para o exame médico

Conhecer algumas palavras-chave em japonês facilita a comunicação durante o exame, mesmo que haja intérprete ou que o suporte da empresa esteja presente. Aqui estão os termos mais comuns:

Kenko shindan (健康診断): exame médico de saúde.

Nyusha kenshin (入社健診): exame médico admissional.

Ketsueki kensa (血液検査): exame de sangue.

Nyo kensa (尿検査): exame de urina.

Rentogen (レントゲン): raio-X.

Shindenzu (心電図): eletrocardiograma.

Shiryoku kensa (視力検査): exame de visão.

Choryoku kensa (聴力検査): exame de audição.

Ketsuatsu (血圧): pressão arterial.

Taiju (体重): peso.

Shincho (身長): altura.

Kusuri (薬): remédio.

Byoki (病気): doença.

Se você não entender algo durante o exame, diga “wakarimasen” (não entendo) e peça ajuda. A maioria das clínicas ocupacionais que atendem trabalhadores estrangeiros tem algum suporte ou material visual que facilita a comunicação.

Direitos do trabalhador no exame admissional

A legislação trabalhista japonesa protege o trabalhador durante o exame médico admissional. A empresa não pode exigir exames que não têm relação com a função. Por exemplo, não é permitido solicitar teste de gravidez, teste de HIV, exame psiquiátrico ou teste genético sem justificativa ocupacional específica e sem o consentimento informado do candidato.

Você tem direito à privacidade e à confidencialidade dos resultados. Informações de saúde não podem ser divulgadas para colegas de trabalho, superiores diretos ou terceiros sem sua autorização. Apenas profissionais de saúde autorizados e o departamento de recursos humanos têm acesso ao laudo, e esse acesso é restrito ao necessário para garantir condições seguras de trabalho.

Se você tiver alguma deficiência ou limitação física, a empresa deve avaliar se é possível fazer adaptações razoáveis no ambiente de trabalho antes de descartar sua contratação. A legislação japonesa avançou nos últimos anos na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, e empresas são incentivadas a adaptar funções sempre que viável.

Se você discordar do resultado do exame ou achar que houve erro, você pode solicitar reavaliação ou buscar uma segunda opinião médica. Esse direito existe, embora seja pouco exercido na prática. Se houver suspeita de discriminação por condição de saúde, você pode procurar orientação no sindicato de trabalhadores estrangeiros ou em órgãos de defesa do trabalhador no Japão.

Conclusão

O exame médico admissional no Japão é uma etapa obrigatória, mas tranquila. A empresa paga, organiza a logística e você só precisa comparecer em jejum e com honestidade sobre sua condição de saúde. Reprovações são raras e acontecem apenas em casos graves que impedem o trabalho. Condições crônicas controladas não são barreira. Entender o processo com antecedência reduz a ansiedade e permite que você se prepare adequadamente para essa etapa inicial da sua jornada de trabalho no Japão.

Perguntas frequentes

Preciso fazer exame médico no Brasil antes de ir trabalhar no Japão?

Não. O exame médico admissional é feito no Japão, após sua chegada, e é pago pela empresa contratante. Exames feitos no Brasil não substituem essa etapa e não são exigidos para a aprovação da oferta de trabalho ou para a emissão do visto.

Quanto custa o exame médico admissional no Japão?

O exame é custeado integralmente pela empresa contratante. Você não paga nada pelos exames de sangue, urina, raio-X, eletrocardiograma, visão, audição ou por qualquer procedimento realizado. O translado até a clínica também é organizado e pago pela empresa.

Diabetes ou pressão alta me reprovam no exame admissional?

Condições crônicas controladas geralmente não reprovam. Se você tem diabetes, hipertensão ou outra condição tratada e estável, informe o médico e leve a lista de medicamentos. O que preocupa é a condição descompensada, não a existência da doença. Reprovações são raras e ocorrem apenas em casos graves que impedem fisicamente o trabalho.

Qual a diferença entre exame admissional e exame periódico anual?

O exame admissional é feito uma vez, no início do contrato, para avaliar se você está apto para o trabalho. O exame periódico anual (kenko shindan) é obrigatório por lei para todos os trabalhadores no Japão e serve para monitorar a saúde ao longo do tempo, não para avaliar se você continua apto.

O que acontece se eu for reprovado no exame médico admissional?

Reprovações são raras. Se acontecer, a empresa comunica o motivo e, em muitos casos, oferece prazo para tratamento ou controle da condição e uma nova avaliação. Reprovações definitivas que cancelam o contrato são extremamente incomuns e envolvem apenas condições graves incompatíveis com qualquer tipo de trabalho.

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