Como funciona o seguro de aluguel no Japão para brasileiro: guia completo do chintai hoshō hoken

O seguro de aluguel no Japão (chintai hoshō hoken) é contratado por meio de uma empresa garantidora (hoshō gaisha) que substitui o fiador tradicional e facilita a aprovação de brasileiros. O artigo explica como funciona o sistema, quanto custa (taxa de adesão e renovação anual), quais documentos são exigidos, o processo de aprovação e o que fazer se for recusado pela seguradora.

DAIKOKU

agosto 19, 2026
Jovem brasileiro nikkei sentado à mesa revisando documentos de contrato de aluguel e seguro no Japão

O seguro de aluguel no Japão para brasileiro funciona como substituto do fiador tradicional (hoshōnin) e é contratado por meio de uma empresa garantidora (hoshō gaisha), que analisa a situação financeira e documental do candidato e cobra uma taxa de adesão mais uma mensalidade ou renovação anual. Esse sistema se tornou padrão no mercado japonês porque facilita a aprovação de estrangeiros e dispensa a necessidade de um conhecido japonês como fiador pessoal, mas exige documentos específicos, comprovação de renda estável e pode reprovar candidatos que não atendam aos critérios de análise de risco da seguradora.

Resumo rápido

  • O chintai hoshō hoken (seguro de aluguel japonês) substituiu o hoshōnin (fiador pessoa física) na maior parte do mercado de aluguel no Japão.
  • Uma hoshō gaisha (empresa garantidora) assume o risco de inadimplência e danos ao imóvel, cobrando taxa de adesão e renovação anual.
  • O custo costuma variar de 0,5% a 1% do valor do aluguel mensal como taxa de renovação anual, mais uma taxa de adesão inicial que pode ir de 30% a 100% de um mês de aluguel.
  • A aprovação exige apresentar documentos como zairyū card, contrato de trabalho, holerite e comprovante de renda compatível com o aluguel pretendido.
  • Brasileiros podem ser recusados se o tempo de residência for muito curto, se a renda for insuficiente ou se houver histórico de inadimplência registrado.
  • Existem alternativas para quem for recusado pela seguradora, incluindo imobiliárias especializadas em estrangeiros e programas de moradia pública.

O que é o chintai hoshō hoken e por que ele substituiu o hoshōnin tradicional

O chintai hoshō hoken é um seguro de aluguel contratado pelo inquilino junto a uma hoshō gaisha (empresa garantidora) que assume a responsabilidade financeira caso o locatário deixe de pagar o aluguel, danifique o imóvel ou abandone o contrato sem cumprir as obrigações. Esse sistema substituiu o hoshōnin, que era um fiador pessoa física — geralmente um parente próximo ou conhecido de confiança do inquilino.

A mudança aconteceu ao longo das últimas décadas por dois motivos principais: proprietários japoneses passaram a preferir a garantia financeira de uma empresa em vez de depender da boa vontade de uma pessoa física, e o próprio mercado de aluguel se profissionalizou, reduzindo o risco para ambos os lados. Para brasileiros e outros estrangeiros, essa mudança foi uma vantagem, porque conseguir um hoshōnin pessoa física sendo dekassegui e sem rede familiar no Japão era praticamente impossível.

Hoje, a maior parte das imobiliárias japonesas exige contratação de uma hoshō gaisha como condição para assinar o contrato de aluguel, e algumas delas têm parceria exclusiva com determinadas seguradoras, o que significa que o inquilino não escolhe livremente a empresa, mas sim aceita a indicada pela imobiliária.

Diferença entre chintai hoshō hoken, hoshōnin e kasai hoken

É comum confundir os três produtos, mas cada um tem função e cobertura diferentes:

  • Chintai hoshō hoken: seguro de aluguel contratado com uma hoshō gaisha. Cobre inadimplência de aluguel, danos ao imóvel e custos de despejo. O beneficiário é o proprietário, mas quem paga é o inquilino.
  • Hoshōnin: fiador pessoa física. Ainda existe, mas é cada vez mais raro. Funciona como garantia pessoal e não envolve pagamento de prêmio, mas exige que a pessoa assine o contrato assumindo responsabilidade solidária.
  • Kasai hoken: seguro contra incêndio e danos ao conteúdo do apartamento. É obrigatório na maioria dos contratos de aluguel, mas protege o inquilino e seus pertences, não o proprietário. Costuma custar entre 10 mil e 20 mil ienes para dois anos de cobertura.

Quando você assina um contrato de aluguel no Japão, em geral precisa contratar os dois seguros: o chintai hoshō hoken (para garantir o proprietário) e o kasai hoken (para proteger você). São produtos separados, com seguradoras diferentes e finalidades distintas.

Como funciona a hoshō gaisha e o que ela cobre

A hoshō gaisha analisa o perfil do candidato a inquilino antes de aceitar garantir o contrato. Se aprovado, a empresa assume o risco: caso você deixe de pagar o aluguel, ela paga o proprietário e depois cobra de você o valor devido, acrescido de juros e multa. Se houver danos ao imóvel além do desgaste natural, a seguradora também pode cobrir o custo do reparo e depois cobrar do inquilino.

A cobertura do chintai hoshō hoken costuma incluir:

  • Inadimplência de aluguel mensal (até um limite de meses estabelecido no contrato, geralmente de 6 a 12 meses)
  • Inadimplência de taxas de condomínio
  • Danos ao imóvel causados pelo inquilino (paredes, piso, instalações)
  • Custos do processo de despejo, se necessário
  • Custos de limpeza e reforma ao final do contrato, quando acima do esperado

O que o seguro não cobre:

  • Danos ao conteúdo pessoal do inquilino (móveis, eletrônicos, roupas)
  • Acidentes de terceiros dentro do apartamento
  • Responsabilidade civil fora do imóvel
  • Inadimplência em contas de luz, água, gás e internet, que são responsabilidade direta do inquilino

A hoshō gaisha não é uma ‘garantidora solidária passiva’. Ela vai atrás do inquilino para recuperar o que pagou ao proprietário, e esse débito pode ser registrado em bureaus de crédito japoneses, dificultando aluguéis futuros e até contratação de serviços financeiros.

Quanto custa o seguro de aluguel no Japão

O custo do chintai hoshō hoken varia conforme a seguradora e o valor do aluguel, mas a estrutura costuma seguir este padrão:

Taxa de adesão inicial (ichiji hoshō ryō): cobrada uma única vez no momento da assinatura do contrato. Varia de 30% a 100% do valor de um mês de aluguel. Em alguns casos, pode ser um valor fixo entre 20 mil e 50 mil ienes, independentemente do aluguel.

Taxa de renovação anual: cobrada todo ano, mesmo que o contrato seja de dois anos. Costuma ser de 0,5% a 1% do aluguel mensal multiplicado por 12 meses, ou um valor fixo anual entre 10 mil e 20 mil ienes.

Exemplo prático para um apartamento de 60 mil ienes por mês:

  • Taxa de adesão: 60 mil ienes (100% de um mês) ou 30 mil ienes (50% de um mês), dependendo da seguradora
  • Renovação anual: 10 mil a 15 mil ienes por ano
  • Custo total em dois anos: adesão + renovação do primeiro ano + renovação do segundo ano = entre 50 mil e 90 mil ienes, dependendo das condições

Esses valores são pagos diretamente à hoshō gaisha ou à imobiliária, que repassa. A taxa de adesão entra no pacote de custos iniciais do aluguel, junto com shikikin (depósito caução), reikin (luva), corretagem e kasai hoken.

Como esses valores e condições podem mudar conforme a seguradora e a negociação com a imobiliária, confirme o custo exato antes de assinar qualquer documento.

Documentos exigidos e processo de aprovação para brasileiros

A hoshō gaisha analisa o perfil do candidato antes de aprovar a garantia. O processo costuma levar de 3 a 7 dias úteis após a entrega dos documentos. Para brasileiros, os documentos mais comuns incluem:

  • Zairyū card (cartão de residência) válido, com foto legível
  • Contrato de trabalho (rōdō keiyakusho) ou carta de vínculo empregatício emitida pela empresa
  • Holerite recente (kyūyo meisai) dos últimos 2 a 3 meses
  • Extrato bancário mostrando movimentação regular de salário
  • Certificado de imposto de renda (gensen chōshū hyō), se a empresa fornecer
  • Passaporte, em alguns casos
  • Número de telefone japonês ativo e endereço de e-mail

A análise da seguradora considera:

  • Renda mensal compatível com o aluguel: em geral, o aluguel não deve ultrapassar 30% da renda líquida mensal. Para um apartamento de 60 mil ienes, a renda mínima esperada seria em torno de 200 mil ienes mensais.
  • Estabilidade do vínculo empregatício: contratos de tempo indeterminado (seishain) têm aprovação mais fácil que contratos temporários (keiyaku shain).
  • Tempo de residência no Japão: quanto mais tempo de zairyū card válido e histórico de residência, melhor a análise.
  • Tipo de visto: vistos de longa duração (cônjuge de japonês, permanente, dekassegui com renovações) são vistos com menos risco que vistos de curto prazo (estudante, trainee).
  • Histórico de pagamento: se você já alugou antes no Japão e há registro de inadimplência ou rescisão antecipada conflituosa, isso pode pesar negativamente.

Se a seguradora aprovar, ela emite um documento de garantia (hoshō keiyakusho) que a imobiliária exige para liberar a assinatura do contrato de aluguel. Se reprovar, a imobiliária pode sugerir outra seguradora ou pedir que você aumente o depósito caução (shikikin) como compensação.

O que fazer se a hoshō gaisha recusar a aprovação

A recusa pela seguradora não encerra a possibilidade de alugar, mas exige ajustes na estratégia de busca. Motivos comuns de recusa incluem renda insuficiente, visto com validade muito curta, contrato de trabalho temporário demais ou falta de histórico verificável no Japão.

Alternativas práticas:

  • Tentar outra hoshō gaisha: algumas imobiliárias trabalham com mais de uma seguradora. Se uma recusar, peça para tentar outra.
  • Aumentar o depósito caução (shikikin): oferecer pagar 2 ou 3 meses de shikikin em vez de 1 pode compensar a falta de garantia e convencer o proprietário a aceitar sem seguro.
  • Buscar imobiliárias especializadas em estrangeiros: empresas como a Real Estate Japan, Fontana e Sakura House têm processos mais flexíveis e lidam com perfis de renda e visto variados.
  • Considerar UR Jutaku: moradias públicas administradas pela Urban Renaissance Agency (UR) não exigem reikin, shikikin nem hoshō gaisha, mas pedem comprovação de renda e costumam ter lista de espera.
  • Considerar Village House: rede de apartamentos de baixo custo que aceita estrangeiros sem exigir taxa de adesão elevada nem garantidora, com processo de aprovação simplificado.
  • Pedir ajuda da empreiteira: algumas empreiteiras atuam como fiadoras ou indicam imobiliárias parceiras que aceitam trabalhadores dekassegui com mais facilidade.

Se a recusa for por renda insuficiente e você tiver um cônjuge trabalhando, apresente a renda conjunta do casal na análise. Se for por tempo curto de residência, aguardar alguns meses e tentar novamente com histórico mais consolidado pode aumentar as chances.

Saindo da moradia da empreiteira: o que muda quando você precisa de seguro pela primeira vez

Quando você mora na casa fornecida pela empreiteira, o contrato de moradia costuma estar vinculado ao contrato de trabalho e a empresa assume todas as obrigações de garantia, seguro e intermediação com o proprietário. Você não precisa lidar com hoshō gaisha, kasai hoken, shikikin nem reikin de forma direta.

Ao decidir sair da moradia da empreiteira e alugar um apartamento por conta própria, você passa a ser o contratante principal e precisa providenciar:

  • Aprovação pela hoshō gaisha (seguro de aluguel)
  • Contratação do kasai hoken (seguro contra incêndio)
  • Pagamento dos custos iniciais (shikikin, reikin, corretagem, taxas da seguradora)
  • Negociação direta com a imobiliária, geralmente em japonês ou por meio de corretor bilíngue
  • Transferência de contratos de utilidades (luz, gás, água, internet) para o seu nome

A transição exige planejamento financeiro: os custos iniciais de um aluguel no Japão costumam somar de 4 a 6 meses de aluguel (shikikin 1 mês, reikin 1 mês, corretagem 1 mês, primeiro mês adiantado, hoshō gaisha, kasai hoken, limpeza). Para um apartamento de 60 mil ienes, reserve entre 250 mil e 400 mil ienes.

Se você estiver saindo da moradia da empreiteira mas ainda trabalha na mesma empresa, peça ao departamento de RH uma carta de vínculo empregatício atualizada, pois a hoshō gaisha vai exigir esse documento. Algumas empreiteiras ajudam indicando imobiliárias parceiras ou atuando como referência, mas isso varia caso a caso.

Se você está planejando sair da moradia da empreiteira e alugar apartamento por conta própria, saber como funciona o seguro de aluguel é só o começo da preparação. A DAIKOKU oferece moradia exclusiva semi-mobiliada desde o embarque, sem alojamento coletivo compartilhado, e cobre visto, Koseki Tohon e traduções juramentadas no processo. Para famílias, há indicação de escola com currículo do MEC e vagas de turno diurno para mães em regiões com forte comunidade brasileira. Ver as vagas para famílias no Japão.

Glossário: termos japoneses que você vai encontrar no processo

  • Chintai hoshō hoken (賃貸保証保険): seguro de aluguel contratado com empresa garantidora
  • Hoshō gaisha (保証会社): empresa garantidora que substitui o fiador pessoa física
  • Hoshōnin (保証人): fiador pessoa física, cada vez mais raro
  • Kasai hoken (火災保険): seguro contra incêndio e danos ao conteúdo, obrigatório para inquilinos
  • Shikikin (敷金): depósito caução, devolvido ao final do contrato se não houver danos
  • Reikin (礼金): ‘luva’ paga ao proprietário, não devolvível
  • Ichiji hoshō ryō (初回保証料): taxa de adesão inicial da hoshō gaisha
  • Kōshin ryō (更新料): taxa de renovação anual do seguro de aluguel
  • Zairyū card (在留カード): cartão de residência para estrangeiros no Japão
  • Rōdō keiyakusho (労働契約書): contrato de trabalho
  • Kyūyo meisai (給与明細): holerite, comprovante de pagamento mensal
  • Gensen chōshū hyō (源泉徴収票): certificado de imposto de renda retido na fonte

Erros comuns ao lidar com o seguro de aluguel no Japão

Confundir kasai hoken com chintai hoshō hoken: os dois seguros são obrigatórios na maioria dos contratos, mas têm finalidades e coberturas completamente diferentes. Um protege o proprietário, o outro protege você.

Achar que a aprovação pela hoshō gaisha garante a aprovação do contrato: a seguradora aprova a garantia, mas o proprietário ainda pode recusar o inquilino por outros motivos (pets, fumante, nacionalidade, profissão). A aprovação final depende do proprietário.

Não reservar dinheiro suficiente para os custos iniciais: muitos brasileiros focam apenas no valor do aluguel mensal e se surpreendem com a soma de shikikin, reikin, corretagem e taxas da seguradora, que pode ultrapassar 300 mil ienes.

Entregar documentos incompletos ou desatualizados: holerites de mais de três meses atrás, zairyū card vencido ou contrato de trabalho sem data recente podem atrasar ou comprometer a análise.

Não perguntar qual hoshō gaisha a imobiliária usa antes de começar a busca: algumas seguradoras são mais restritivas com estrangeiros. Saber qual empresa será usada ajuda a avaliar a chance de aprovação antes de investir tempo na visita.

Acreditar que a empreiteira vai continuar ajudando depois que você sair da moradia dela: o suporte varia muito. Algumas ajudam, outras consideram que a responsabilidade acabou. Planeje como se fosse resolver tudo sozinho.

Orientação prática: checklist para se preparar antes de buscar apartamento

Antes de começar a procurar apartamento e lidar com a hoshō gaisha, organize o seguinte:

  • Confirme que seu zairyū card está válido por pelo menos mais 1 ano. Se estiver perto do vencimento, renove antes de iniciar a busca.
  • Peça à empresa uma carta de vínculo empregatício atualizada, emitida há menos de um mês, em papel timbrado, com carimbo (inkan) da empresa.
  • Separe cópias dos três últimos holerites (kyūyo meisai). Se a empresa não entrega impresso, peça a versão digital ou um comprovante assinado.
  • Calcule sua renda líquida mensal e defina o teto de aluguel em até 30% desse valor. Isso aumenta a chance de aprovação pela seguradora.
  • Reserve de 4 a 6 meses de aluguel em dinheiro para cobrir todos os custos iniciais, incluindo a taxa da hoshō gaisha.
  • Pesquise imobiliárias que atendem estrangeiros em português ou inglês, se você não fala japonês fluente. Exemplos: Fontana, Real Estate Japan, Sakura House.
  • Se possível, leve um conhecido japonês ou fluente em japonês na visita ao apartamento e na negociação com a imobiliária. Isso facilita a comunicação e pode melhorar a percepção de confiabilidade.
  • Confirme se a imobiliária aceita estrangeiros antes de marcar visita. Algumas ainda restringem nacionalidades ou tipos de visto.
  • Pergunte qual hoshō gaisha a imobiliária usa e pesquise se ela aceita estrangeiros com seu perfil de renda e visto.

Com esses itens organizados, o processo de aprovação tende a ser mais rápido e você evita surpresas no meio da negociação.

Conclusão

O seguro de aluguel no Japão deixou de ser um obstáculo intransponível para brasileiros porque o sistema de hoshō gaisha substituiu a necessidade de um fiador japonês pessoal, mas exige preparação documental, renda compatível e clareza sobre os custos envolvidos. Saber o que a seguradora analisa, quanto você vai pagar e quais alternativas existem caso seja recusado transforma o processo de algo confuso em uma etapa previsível e gerenciável. A transição da moradia da empreiteira para o apartamento próprio marca um avanço na independência financeira e na construção de uma vida estável no Japão, e entender o chintai hoshō hoken é parte essencial desse movimento.

Perguntas frequentes

Quanto custa o seguro de aluguel no Japão para brasileiro?

O custo do chintai hoshō hoken costuma incluir uma taxa de adesão inicial de 30% a 100% de um mês de aluguel e uma renovação anual de 10 mil a 20 mil ienes, dependendo da seguradora e do valor do aluguel. Para um apartamento de 60 mil ienes mensais, o custo total em dois anos pode variar entre 50 mil e 90 mil ienes. Esses valores devem ser confirmados diretamente com a hoshō gaisha indicada pela imobiliária.

Qual a diferença entre chintai hoshō hoken e kasai hoken?

O chintai hoshō hoken é o seguro de aluguel que garante o proprietário contra inadimplência e danos ao imóvel, pago pelo inquilino à hoshō gaisha. O kasai hoken é o seguro contra incêndio e danos ao conteúdo pessoal do inquilino, também obrigatório na maioria dos contratos. São produtos diferentes, cobrem riscos diferentes e ambos costumam ser exigidos ao assinar o contrato de aluguel.

A hoshō gaisha pode recusar brasileiro?

Sim. A hoshō gaisha analisa renda, tipo de visto, tempo de residência no Japão e estabilidade do contrato de trabalho antes de aprovar a garantia. Brasileiros podem ser recusados se a renda for insuficiente (aluguel acima de 30% da renda mensal), se o visto tiver validade muito curta ou se houver histórico de inadimplência registrado. Nesses casos, é possível tentar outra seguradora, aumentar o depósito caução ou buscar imobiliárias especializadas em estrangeiros.

Preciso de hoshōnin se já tenho chintai hoshō hoken?

Na maioria dos casos, não. O chintai hoshō hoken foi criado justamente para substituir o hoshōnin (fiador pessoa física). Quando a imobiliária exige contratação de hoshō gaisha, ela dispensa a necessidade de apresentar um fiador japonês. Algumas imobiliárias ainda pedem os dois, mas isso é cada vez mais raro e costuma acontecer apenas em contratos de aluguel muito alto ou com perfil de inquilino considerado de maior risco.

Posso alugar apartamento no Japão sem passar pela hoshō gaisha?

Sim, mas as opções são limitadas. Programas de moradia pública como UR Jutaku não exigem hoshō gaisha nem reikin ou shikikin, mas pedem comprovação de renda e costumam ter lista de espera. Redes como Village House também simplificam o processo e aceitam estrangeiros sem garantidora. Outra alternativa é negociar diretamente com o proprietário e oferecer um depósito caução maior em troca de dispensar o seguro, mas isso depende da boa vontade do dono do imóvel.

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